sexta-feira, 8 de junho de 2018

4ª Edição do Circuito Sítios Históricos da República - 200 anos de museus no Brasil

O ponto de encontro inicial para o Circuito se deu na Casa Histórica de Deodoro,
em plena Praça da República, Centro do Rio.


O Museu Casa de Benjamin Constant e o Museu da República realizaram, na 16ª Semana Nacional de Museus, a 4ª Edição do Circuito Sítios Históricos da República. Lançado em 2009, o evento promove visitas mediadas aos locais de memória da implantação da República no Brasil (1889), tais como a Casa Histórica de Deodoro, o Monumento a Benjamin Constant e a Igreja Positivista do Brasil.

Em 2018 inauguramos uma nova fase do projeto, que durará até 2022 e contemplará três importantes efemérides nacionais: os 200 anos de museus no Brasil (1818-2018), os 130 anos da Proclamação da República (1889-2019) e o Bicentenário da Independência (1822-2022).

Através de painéis expositivos na Casa de Deodoro se pode ter uma noção do período da Proclamação da República.


Na Casa Histórica de Deodoro desfrutou-se de uma verdadeira aula de história e patrimônio, através das mediações sempre bem-humoradas do museólogo Andre Angulo, da equipe do Museu da República, que explicou, entre outras coisas, fatos e mitos em torno da Bandeira Nacional. Destacamos também o engajamento e dedicação do corpo funcional da Casa de Deodoro, que nos recebeu com a maior cordialidade e contribuiu com explicações sobre a exposição de longa duração.

Diante do Monumento a Benjamin Constant, nosso historiador Marcos Lopes detalha seus símbolos.


Já o Monumento dedicado a Benjamin Constant foi objeto de um, digamos, desfrute estético. O historiador Marcos Lopes, de nosso museu, conduziu a visita destacando as esculturas e os baixos-relevos cheios de simbologia e mensagens filosóficas da construção. Idealizado, financiado e erguido pelos Positivistas desde 1893, o monumento foi inaugurado em 1926, com direito a cerimônia pública e fotografias. Uma das curiosidades da obra é que o conjunto escultórico que destaca Benjamin Constant e Maria Joaquina, sua esposa, é fruto da fundição de dois canhões, um brasileiro e outro paraguaio. A razão do ato, ocorrido na década de 1920, foi enfatizar a necessidade de reparação das perdas paraguaias na Guerra da Tríplice Aliança e concretizar a fraternidade entre as duas nações sul-americanas.

A chegada no saguão do Museu e Centro Cultural da Casa da Moeda.


Para celebrar os 200 anos de museus no Brasil, incluímos no Circuito Sítios Históricos da República o recém restaurado e inaugurado Museu e Centro Cultural da Casa da Moeda, que fica exatamente na Praça da República e cujo prédio abrigou nada menos que o Museu Real, criado em 1818. Foi exatamente o regime republicano que mudou o nome da instituição para Museu Nacional e o transferiu para a Quinta da Boa vista, no bairro de São Cristóvão, onde ainda se encontra. Mas as relações com república não param por aí.

Na visita ao Museu e Centro Cultural da Casa da Moeda, os visitantes puderam perceber a presença da simbologia e da iconografia da república nas moedas e cédulas que circularam e circulam no Brasil, como é o caso de Marianne com o barrete frígio, a representação feminina da República. Tivemos, ainda, a oportunidade de conhecer os projetos em andamento do museu e degustar um delicioso brunch.

Já estamos pensando nas próximas saídas do Circuito Sítios Históricos da República, que devem acontecer ainda em 2018, incluindo outros espaços culturais no entorno da Praça da República tais como o Palácio do Itamaraty e o Museu do Corpo de Bombeiros, etc. Para as comemorações dos 130 anos da proclamação da república e do bicentenário da independência estamos planejando algumas surpresas. Fique ligado aqui em nosso blog e em nossa página no Facebook e não perca as novas oportunidades de participar!

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