quinta-feira, 12 de julho de 2018

Museu Benjamin Constant e Museu da República no XII Encontro de História da Arte na UNICAMP-SP


Banner do evento.


Um evento que ocorreu em dezembro/2017 e que não podemos deixar de registrar foi a participação de nosso historiador Marcos de Brum Lopes, em parceria com o museólogo Andre Andion Angulo, do Museu da República, no XII Encontro de História da Arte, cujo tema foi "Os silêncios na História da Arte". Organizado pelo Centro de História da Arte e Arqueologia da Universidade Estadual de Campinas - CHAA/UNICAMP - no período de 04 a 07 de dezembro de 2017, versou sobre o silêncio nos discursos, nos tratados retóricos, na arte, na filosofia e nos escritos religiosos, entre outros, o silêncio e os sujeitos da história, a expressão e a função do silêncio na literatura, na historiografia e nas artes, entre outros tópicos.

A apresentação do trabalho durante o XII Encontro de História da Arte
com Marcos Lopes (de barba) ao centro, ao lado de André Angulo (de camisa branca).


Marcos e André não perderam a chance e submeter à análise do evento um trabalho realizado em paralelo às sua pesquisas no Templo Positivista - ou Igreja Positivista do Brasil - IPB - sobre o ostracismo a que foram relegadas algumas obras de arte, como por exemplo as produzidas pelos artistas Eduardo de Sá e Décio Villares, considerados os maiores expoentes da representação plástica da filosofia Positivista. O trabalho entitulado "Templo de silêncios: as obras de arte de Eduardo de Sá e Décio Villares na Igreja Positivista do Brasil", foi selecionado e os dois pesquisadores foram até Campinas apresentar sua tese.

Em resumo, o trabalho evidencia que a rejeição sofrida pelos dois artistas foi fruto de suas filiações à doutrina de Augusto Comte. No entanto, seus talentos e a capacidade de articulação dos positivistas, enquanto grupo político, estão registrados em vários monumentos públicos. Algumas obras, porém, permaneceram circunscritas à ortodoxia da Igreja Positivista do Brasil, pois foram feitas para compor a iconografia do Templo da Humanidade e, portanto, ficaram fora de um circuito social mais amplo. Segundo a apresentação do estudo "(...)propomos um salto no tempo para considerar o atual estado dessas obras, desde o acidente sofrido pela Igreja Positivista em 2009, quando parte de seu telhado ruiu, até hoje, quando a instituição começa a se reerguer tanto arquitetonicamente quanto culturalmente, sendo esse um esforço para se projetar novamente no espaço público e superar, no século XXI, os silêncios aos quais se viu submetida".


José Bonifácio idealiza a bandeira, em quadro do pintor Eduardo de Sá.


E indicam seus objetivos com o trabalho:

"1) Apontar alguns episódios da trajetória dos artistas e das suas obras, lendo o silenciamento em torno da sua produção como indicador de posições políticas;
2) Chamar a atenção para os problemas atuais de preservação do acervo histórico da Igreja Positivista do Brasil, que consiste num conjunto documental de grande importância para a história do Brasil, reconhecido, inclusive, pelo Projeto Memória do Mundo, da UNESCO;
3) Retomar o debate público sobre símbolos que pretenderam conferir uma identidade à experiência nacional republicana
".

Temos certeza de que tal trabalho vem trazer novas luzes sobre um assunto muito pouco discutido, quer seja sob o aspecto da arte, ou sob o aspecto da história.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

4ª Edição do Circuito Sítios Históricos da República - 200 anos de museus no Brasil

O ponto de encontro inicial para o Circuito se deu na Casa Histórica de Deodoro,
em plena Praça da República, Centro do Rio.


O Museu Casa de Benjamin Constant e o Museu da República realizaram, na 16ª Semana Nacional de Museus, a 4ª Edição do Circuito Sítios Históricos da República. Lançado em 2009, o evento promove visitas mediadas aos locais de memória da implantação da República no Brasil (1889), tais como a Casa Histórica de Deodoro, o Monumento a Benjamin Constant e a Igreja Positivista do Brasil.

Em 2018 inauguramos uma nova fase do projeto, que durará até 2022 e contemplará três importantes efemérides nacionais: os 200 anos de museus no Brasil (1818-2018), os 130 anos da Proclamação da República (1889-2019) e o Bicentenário da Independência (1822-2022).

Através de painéis expositivos na Casa de Deodoro se pode ter uma noção do período da Proclamação da República.


Na Casa Histórica de Deodoro desfrutou-se de uma verdadeira aula de história e patrimônio, através das mediações sempre bem-humoradas do museólogo Andre Angulo, da equipe do Museu da República, que explicou, entre outras coisas, fatos e mitos em torno da Bandeira Nacional. Destacamos também o engajamento e dedicação do corpo funcional da Casa de Deodoro, que nos recebeu com a maior cordialidade e contribuiu com explicações sobre a exposição de longa duração.

Diante do Monumento a Benjamin Constant, nosso historiador Marcos Lopes detalha seus símbolos.


Já o Monumento dedicado a Benjamin Constant foi objeto de um, digamos, desfrute estético. O historiador Marcos Lopes, de nosso museu, conduziu a visita destacando as esculturas e os baixos-relevos cheios de simbologia e mensagens filosóficas da construção. Idealizado, financiado e erguido pelos Positivistas desde 1893, o monumento foi inaugurado em 1926, com direito a cerimônia pública e fotografias. Uma das curiosidades da obra é que o conjunto escultórico que destaca Benjamin Constant e Maria Joaquina, sua esposa, é fruto da fundição de dois canhões, um brasileiro e outro paraguaio. A razão do ato, ocorrido na década de 1920, foi enfatizar a necessidade de reparação das perdas paraguaias na Guerra da Tríplice Aliança e concretizar a fraternidade entre as duas nações sul-americanas.

A chegada no saguão do Museu e Centro Cultural da Casa da Moeda.


Para celebrar os 200 anos de museus no Brasil, incluímos no Circuito Sítios Históricos da República o recém restaurado e inaugurado Museu e Centro Cultural da Casa da Moeda, que fica exatamente na Praça da República e cujo prédio abrigou nada menos que o Museu Real, criado em 1818. Foi exatamente o regime republicano que mudou o nome da instituição para Museu Nacional e o transferiu para a Quinta da Boa vista, no bairro de São Cristóvão, onde ainda se encontra. Mas as relações com república não param por aí.

Na visita ao Museu e Centro Cultural da Casa da Moeda, os visitantes puderam perceber a presença da simbologia e da iconografia da república nas moedas e cédulas que circularam e circulam no Brasil, como é o caso de Marianne com o barrete frígio, a representação feminina da República. Tivemos, ainda, a oportunidade de conhecer os projetos em andamento do museu e degustar um delicioso brunch.

Já estamos pensando nas próximas saídas do Circuito Sítios Históricos da República, que devem acontecer ainda em 2018, incluindo outros espaços culturais no entorno da Praça da República tais como o Palácio do Itamaraty e o Museu do Corpo de Bombeiros, etc. Para as comemorações dos 130 anos da proclamação da república e do bicentenário da independência estamos planejando algumas surpresas. Fique ligado aqui em nosso blog e em nossa página no Facebook e não perca as novas oportunidades de participar!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Circuito Sítios Históricos da República - Edição 200 anos de museus no Brasil

Cartazete divulgação do evento
Clique para ver maior

O Museu da República e o Museu Casa de Benjamin Constant promovem em parceria, no próximo dia 18 de maio mais uma edição do Circuito Sítios Históricos da República. Realizada desde 2009, a iniciativa leva visitantes a um passeio guiado por pontos de interesse histórico que remontam ao surgimento do regime republicano no Brasil.

A Praça da República.
A Praça da República, no centro do Rio de Janeiro - também conhecida como Campo de Santana, será o eixo desta edição, que dará ênfase aos 200 anos de museus no Brasil. Celebrados este ano, os dois séculos de presença contínua dos museus na vida social brasileira têm como marco os 200 anos de criação do Museu Nacional, hoje vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A Casa Histórica de Deodoro, antiga residência do proclamador da República, será o ponto de encontro e partida do circuito. A instituição oferecerá aos visitantes a oportunidade de conhecer, em sua exposição de longa duração, um pouco mais sobre a biografia do patrono e o contexto histórico em que se deu a proclamação do novo regime.


O Monumento a Benjamin Constant. Clique para ver detalhes.
O roteiro também inclui uma parada no Monumento a Benjamin Constant, no centro da Praça da República. Idealizado, financiado e executado pelos positivistas, o monumento foi inaugurado em 1926 e contou com a contribuição de Décio Villares (estátuas) e Eduardo de Sá (baixos-relevos e medalhões). Seu conjunto escultórico inclui várias alegorias caras ao republicanismo e ao positivismo, que serão demonstradas na visita mediada.

O recém restaurado Museu da Casa da Moeda.
 O passeio culminará no recém inaugurado Museu da Casa da Moeda, também situado à Praça da República, onde os visitantes poderão testemunhar a iconografia republicana nas impressões de notas e cunhagem de moedas. A instituição está situada no prédio que foi a primeira sede do Museu Real, criado em 1818 por Dom João VI – o hoje chamado Museu Nacional foi transferido pelo regime republicano para a Quinta da Boa Vista, onde ainda se encontra.

Interessados em participar desta edição do Circuito Sítios Históricos da República, que terá início às 10h e tem duração estimada de 3 horas, já podem garantir, sem qualquer custo, sua inscrição online através do email andre.angulo@museus.gov.br . O passeio inclui guia de turismo credenciado e lanche gratuito.

De novo, de volta

A Casa Histórica, já restaurada. Clique para ver maior.

Sim amigos, permanecemos por um longo tempo sem dar notícias, mas vocês sabem como obra ‘envolve’, como ‘enleia’ e como se estende. Então foi difícil ser objetivo e falar sobre o andamento dos trabalhos em si, de como e quando tudo terminaria e de como estavam as coisas por aqui. Trabalhamos muito, muito se fez e muito está se fazendo ainda para que o que foi conquistado e está pronto, seja usufruído pelo público assim que possível. Mas, é preciso aprofundar o que foi realizado até agora, e renovar ainda mais. O projeto completo de modernização/requalificação de todo o nosso espaço - Casa Histórica, Casa de Bernardina e do Parque do Museu - já estava pronto no final de 2016, mas aguardava recursos do Governo Federal, o que não havia naquele momento.

Mas agora, finalmente, estamos em vias de conseguir efetuar a segunda fase de recuperação de nosso museu, englobando o restauro completo também da casa anexa, a Casa de Bernardina, de onde gerenciamos todo o museu, equipando-a de modo a receber com mais conforto nossos visitantes e servidores. Além de escritórios com infraestrutura moderna, uma nova área para nosso acervo, um espaço confortável para pesquisadores, uma pequena sala multiuso e uma bilheteria serão adaptadas neste prédio, além de espaços para almoxarifado, vestiários e uma pequena área de refeições.

A Casa de Bernardina vai recuperar seu viço!


Será possível também efetuar uma renovação em todo nosso parque: recuperação das trilhas e alamedas, novos bancos, escadas e passarelas, canteiros e jardins refeitos, um novo tratamento paisagístico, novos bebedouros e banheiros públicos e algumas poucas vagas para estacionamento, pois nossa prioridade continua sendo o contato com a natureza e a sustentabilidade em todos os lugares, além de iluminação noturna para eventuais acontecimentos durante a noite.

Tudo isso vai demandar mais um pouco de tempo. Estamos prevendo um período de contratação e o reinício das obras ainda para 2018, com término previsto para o final de 2019
Nossos caminhos e trilhas serão refeitos e bem cuidados.
 
Gostaríamos que tivessem a certeza que estamos perseguindo a ciência do bem fazer. Continuamos aqui em nosso blog e em nossa página do Facebook, inclusive na página específica, criada para falar sobre as obras restauração, tentando divulgar com a brevidade possível, o que acontece por aqui, de modo que o público possa acompanhar o que está acontecendo atrás de nossos muros. Responderemos ao que tivermos informações o mais rapidamente possível mantendo o contato que temos com a comunidade de modo contínuo através de nossos e-mails e mídias sociais na internet, sempre à disposição para recados e mensagens.

E aproveitamos para solicitar o auxílio de todos que nos ajudem neste período tão delicado pelo qual todos passamos durante uma obra, mas gostaríamos de reafirmar nosso compromisso na busca por um museu melhor, mais agradável e seguro, cumprindo nossa missão institucional.

E POR ENQUANTO...

Vamos tocando por aqui no blog. Assim que tivermos novidades (e já temos uma hoje, muito importante!), elas serão divulgadas em nossos posts. O museu não para mesmo em obras temos trabalhos e acontecimentos os mais interessantes para divulgar para vocês!