segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Uma caminhada esportiva e histórica

Tudo começou com um passeio nostálgico no famoso bonde de Santa Teresa. Na imagem, Lucimar Straud,
André Angulo e Marcos Lopes, mestres de cerimônia e guias da caminhada. Foto Chris Souza.

Em nosso museu, quando pensamos na realização de um evento, sempre avaliamos seu aspecto cultural, educativo, lúdico, histórico, audio e visual, etc. Por estarmos dentro de um parque que faz parte da Mata Atlântica, alguns também envolvem aspectos ecológicos e sustentáveis, de conscientização ambiental, tão importantes nos dias de hoje. Neste ano, em razão das Olimpíadas Rio 2016, envolvemos também o aspecto "esportivo" da coisa, já que era importante mobilizar as pessoas em torno do grande acontecimento que ocorreu em nossa cidade. Foi fácil então nos basearmos no "Circuito Sítios Históricos da República", que é realizado em parceria com o Museu da República, e passa por alguns lugares importantes da história da república brasileira, tais como nosso museu - casa do "Fundador da República" - a Casa de Deodoro - primeiro presidente do novo regime - o Palácio do Itamaraty - primeira sede da República - e o Palácio do Catete, antiga chácara de um rico fazendeiro, remodelada para abrigar os novos presidentes. Pensando nesta verdadeira "maratona" pelo Centro do Rio, criamos um percurso menor, para ser feito à pé, mas ainda assim bastante interessante do ponto de vista histórico - e "puxado" em se tratando do aspecto esportivo: e realizamos a nova Caminhada Olímpica Republicana.

No segundo dia de caminhada, houve uma pequena visita ao Acervo da Estação dos Bondes.

Foram duas edições, nos dias 9 e 16 de agosto. O ponto de encontro foi a Estação dos Bondes de Santa Teresa, localizada no Centro do Rio. Funcionando em "operação assistida", os novos bondes ficaram encarregados de trazer os dois grupos para a caminhada até o museu, o que já foi uma emoção e tanto para quem nunca andou de bondinho, e para quem já não andava há muitos anos.


Nossa diretora, Elaine Carrilho, com os kits promocionais da Caminhada Olímpica Republicana.
Tal iniciativa partiu da própria Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, que nos ofereceu todo o apoio necessário ao transporte dos grupos via bonde. Do Largo do Guimarães, onde o bonde hoje finaliza seu percurso, um primeiro trajeto pelas ruas de Santa Teresa foi feito até nosso museu, onde um frugal café da manhã - ao estilo dos atletas - aguardava os participantes.

O primeiro grupo, em nosso museu: disposição e interesse cultural e histórico.

Acompanhados por nosso servidor Henrique Florêncio, e por nosso historiador, Marcos Lopes, foi feito um passeio pelas trilhas de nosso parque - enfocando a Área de Proteção Ambiental - APA - de Santa Teresa, onde nosso museu está inserido, sem esquecer de um bocado de exercício - e em seguida uma visita à casa histórica de Benjamin Constant. Partindo daqui, o grupo de nobres caminhantes, pisou as "ladeiras de Santa", seguido pelo bairro da Glória, em direção ao Palácio do Catete, no bairro de mesmo nome.


O segundo grupo que participou da caminhada, na escadaria da Igreja Positivista, no bairro da Glória. Foto Chris Souza.

Passando por diversas vistas de nossa bela cidade, um pouco de história e algumas curiosidades foram contadas aos grupos pelo museólogo e guia de turismo Andre Angulo, do Museu da República. A etapa mais desafiadora da caminhada veio nesta parte, até uma parada no Igreja Positivista do Brasil - antigo Templo da Humanidade - localizada na Rua Benjamin Constant, no bairro da Glória, erguido em função da Doutrina Positivista, base do pensamento de grande parte dos intelectuais brasileiros, tais como Miguel Lemos, Cândido Rondon, Júlio de Castilhos e Demétrio Ribeiro, além de nosso patrono. Chegando lá, houve uma apresentação de Alexandre Martins, Presidente da casa, e de Christiane Souza, Diretora de Patrimônio da entidade, que está em processo de restauração - veja este post - ressaltando que o pensamento positivista foi a origem de vários ideais republicanos. Em seguida, deu-se continuidade à caminhada até o Palácio do Catete.

Na segunda caminhada foi possível dar uma passadinha pelo Outeiro da Glória. Foto Chris Souza.
Um breve passeio pela Igreja do Outeiro da Glória foi feito na segunda caminhada, oportunidade em que os participantes puderam usar o plano inclinado da Igrejinha, que funciona perfeitamente, ensejando a lembrança do Plano Inclinado que existia antes dos bondes aqui mesmo, em frente ao nosso museu casa - veja este post. A beleza da construção e da vista do local encantaram a todos.


Em um dos salões do Museu da República, o quadro "A Pátria", de Pedro Bruno, lembra a confecção da
primeira bandeira nacional e o sentimento cívico que existia então. Foto Chris Souza.

Palco da "Velha República" - período de 1889 a 1930 - e também da "nova", até o Presidente Juscelino Kubitschek, em 1960, o Palácio do Catete hoje abriga o Museu da República, que tem por missão guardar a memória republicana de nosso país desde seu nascedouro. O prédio - inicialmente sede de uma chácara - foi erguido por Antonio Pinto, o Barão de Nova Friburgo. E em 1896, durante o mandato de Prudente de Moraes - primeiro Presidente civil de nosso país - foi adquirido pelo Governo Federal para sediar a Presidência da República. A imponência dos salões do Palácio impressiona. E não há como não se lembrar de fatos históricos relevantes que tiveram lugar no prédio, tais como os dois governos do Presidente Getúlio Vargas, onde ele suicidou-se em 1954, abrindo espaço para um novo ciclo político em nossa história.


Avaliamos esta realização como muito positiva, por vários motivos: os cariocas presentes aos passeios, além de conhecerem mais de sua cidade, aproveitarem de uma parte antiga e tradicional em Santa Teresa, também ficaram sabendo do pensamento dos herois republicanos, além dos primeiros anos do novo regime já no palácio do governo construído para tal. Foi uma oportunidade sem par de exercitar as pernas e o cérebro num mesmo momento, aproveitando um caminho com paisagens históricas e turísticas da melhor qualidade.

Nota importante: os dois museus envolvidos planejam a retomada desse formato do Circuito e já estão pensando em nova data para repetir a caminhada em breve!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

O dia (e o mês) do Folclore


A literatura de cordel vem da Região Nordeste e se espalha por todo o país.


Neologismo criado em 22 de agosto de 1846 quando o arqueólogo inglês Ambrose Merton enviou uma carta à revista The Athenaeum, de Londres, usando os vocábulos da língua inglesa "FOLK" e "LORE" (respectivamente "povo" e "saber"), a palavra FOLCLORE passou a ter o significado de "saber tradicional de um povo". Desde então o termo passou a ser utilizado para se referir às tradições, costumes e superstições das classes populares e, mais tarde, a designar toda a cultura nascida principalmente nessas classes, dando ao Folclore o status de "história não escrita de um povo". E o dia 22 de agosto ficou internacionalmente marcado como o Dia do Folclore, sendo que, em alguns países, incluindo o nosso, a festa se comemora durante todo o mês.

Tendo origem na Região Sul de nosso país, a lenda do Saci Pererê é uma das mais conhecidas
em todo o país. Na imagem, três desenhos do mito.

O interesse pelo assunto nasceu na Europa, entre o fim do século XVIII e o início do século XIX, quando estudiosos como os Irmãos Grimm iniciaram pesquisas sobre a poesia tradicional na Alemanha. Verificou-se que a cultura popular era extremamente rica, altamente criativa e muito vasta. O interesse pelo estudo do Folclore se espalhou por outros países e se ampliou para o estudo de outras formas literárias, músicas, práticas religiosas e outros fatos chamados na época de "antiguidades populares". E mesmo que os avanços registrados na ciência e na tecnologia tenham levado ao descrédito várias dessas tradições populares, a influência do pensamento positivista no século XIX contribuiu para homenageá-las, entendendo-as como "elos" na cadeia de saberes, que deveriam ser compreendidas para se entender a sociedade. Logo houve a percepção de que a cultura popular poderia desaparecer devido a novos modos de vida, e seu estudo se intensificou, ao mesmo tempo em que esses saberes passaram a ser usados como elemento de obras artísticas, inclusive pertencentes à cultura erudita.

O Reisado aparece em diversas cidades de norte a sul do país,
mas é muito festejado na região Centro Oeste.

O estudo do Folclore chegou ao Brasil na segunda metade do século XIX através de estudiosos como Celso de Magalhães e Sílvio Romero, que passaram a pesquisar as manifestações folclóricas nativas e a publicar estudos a respeito, lançando no país os fundamentos do folclorismo, a ciência que estuda o Folclore, e que levou um século para conquistar prestígio no mundo acadêmico brasileiro.

Parte do artesanato tradicional indígena, a cerâmica marajoara,
encontrada na região Norte, é parte importante de nossas tradições.

Todos sabem que o Folclore Brasileiro é dos mais ricos, representando com facilidade a identidade social de várias comunidades através de suas criações culturais, coletivas ou individuais. É parte essencial da cultura do Brasil embora apenas a partir da década de 1970 o folclorismo nacional foi institucionalizado e recebeu conformação conceitual. As contribuições são as mais variadas, com destaque para a portuguesa, a negra e a indígena, o que levou a uma intensa diversificação das tradições e costumes populares. Hoje, o estudo de sua composição é das maiores, além de receber larga divulgação interna e internacional, constituindo-se como elemento importante da própria economia do Brasil, pela geração de empregos, pela produção e comércio de bens associados e pelo turismo cultural, que incentiva e dinamiza.

Na região sudeste, a Feijoada é prato típico do Rio de Janeiro,
assim como o Tutu à mineira é das Minas Gerais.


As manifestações são muitas e podemos citar como mais conhecidas as danças, as festas tradicionais, as brincadeiras, a religiosidade, as lendas, o artesanato e os pratos e bebidas típicos de cada região. Quase não é possível registrar todas as manifestações folclóricas mantidas espontaneamente por nosso povo, devido ao nosso vasto território nacional e também a intensa diversidade entre elas. Mas, com certeza, é fácil perceber que se trata de um estudo fascinante e sem fim, visto que as mudanças na sociedade estão sempre acontecendo e que nosso povo valoriza muitíssimo os saberes e prazeres que já fazem parte de seu dia a dia.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Uma moringa especial

Moringas em barro, chamadas de "bilha", pelos portugueses.


Objeto encontrado em muitas casas brasileiras, a moringa nada mais é que um recipiente para guardar água de beber. Só que, a partir dessa definição básica, existe todo um percurso que passa pela história, pela antropologia, pela sociologia e até pelo folclore de nosso povo. Que o vaso ou jarro de barro remonta a milhares de anos e diferentes culturas não há dúvida: o interessante é notar suas diferentes formas, cores e também modo de fazer, cada qual dependente da cultura do local onde é feita.

Moringas indígenas sempre com muitos ícones em sua superfície.

O termo "moringa" é de origem indígena, a palavra original utilizada em português era "bilha": a bilha de água que os colonizadores utilizavam. Também os índios faziam seus jarros e potes para guardar água, e os negros que aqui chegaram também sabiam modelar o barro para fazer moringas. Da fusão das três culturas - branca, negra e índia - é que faz com que as moringas feitas em nosso país possam variar de um formato simples a uma peça mais elaborada. Existem exemplares de moringas zoomorfas (que representam animais), antropomorfas (que se assemelham à forma humana) e até mesmo moringas antropozoomorfas (de um lado corpo de homem e do outro, a de um bicho).

Este belo modelo de moringa faz parte de nosso acervo.

Temos em nosso acervo uma peça do primeiro tipo: fabricada em fins do século XIX ou início do XX, ela tem forma de uma ave e remete a peças indígenas. É pintada de azul com um pontilhado em vermelho. Partes das asas, do rabo e da cabeça são pintados em dourado e ela se apoia em uma base circular pintada em vermelho. Não temos registro da data de sua aquisição mas o que se sabe é que a peça foi ofertada por Maria Joaquina, esposa de Benjamin Constant, à sua afilhada Rosalia Xavier. E, por ordem desta, a peça retornou ao acervo de nosso museu. É um objeto simples que se destaca em meio à exposição de nossa casa histórica. 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Que árvore é essa? O Abieiro ou a árvore do Abiu

A poderosa árvore do Abiu: o Abieiro em nosso parque.

Continuando a série que começamos no mês de junho aqui no blog - você não viu o post sobre o Abricó de Macaco? - hoje vamos falar sobre uma árvore "antiga", pois muitos que nos visitam, se não estão acompanhados por seus avós, ao se deparar com a plaquinha do "Abiu", nos perguntam "Que Árvore é Esta?". Ou seja: os mais jovens não conhecem nem o fruto, nem a espécie.

O Abiu ainda no pé.

O Abiu é um fruto muito comum no Rio de Janeiro e encontrava-se nas ruas da cidade como a Mangueira e o Sapoti, por exemplo. Com o passar dos anos, foi desaparecendo e caiu no esquecimento das pessoas, mas é uma espécie típica da América do Sul - aparece na Bolívia, na Colômbia, na Venezuela, no Equador, no Peru e nas três Guianas - e no Brasil, desde a Amazônia e na mata Atlântica, da costa de Pernambuco até o Rio de Janeiro. Sua árvore, o Abieiro (Pouteria caimito) também é conhecida como Abiurana, Guapeva ou Cabo de Machado (na região Centro Oeste), é da família Sapotaceae.

O fruto maduro.


Abiu é amarelo, redondo, e consumido somente ao natural. Possui muitas qualidades, pois é rico nas vitaminas A, C e nas do complexo B. Diz se também que é de grande utilidade nas afecções do aparelho respiratório e como tônico geral. Mesmo assim, permanece como árvore de quintal e de pomares não comerciais.


Mais uma visão do Abieiro.

Em nosso parque possuímos alguns Abieiros. O que mais chama atenção dos visitantes fica perto da Casa de Bernardina e, nesta época do ano, muito fria, não produz frutos. Veja o que nos diz João de Oliveira, encarregado de nosso parque: “O Abieiro tem como melhor época para plantio os meses de outubro e novembro, e frutifica normalmente entre os meses de fevereiro e abril. Por ser uma árvore muito alta (acima de 5 metros de altura) e de ter raízes grandes, muitas vezes ela impede que outras espécies possam ser plantadas próximo a ela. Não é muito recomendada para praças, e sim para locais mais amplos como chácaras e fazendas. Seu fruto é doce (deve se ter cuidado com o látex presente na casca), e pode servir de alimento para animais como morcegos e pássaros. Sua manutenção não requer muitos cuidados.” 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Caminhada Olímpica Republicana - Convite



Em tempos de Olimpíada, quem não quer entrar no clima praticando um esporte? Nem que seja só para experimentar, algo leve e sem compromisso, é um convite e tanto para todos, dos 0 aos 88 - ou até mais... Por isso, em parceria com o Museu da República - também subordinado ao IBRAM-MinC - tivemos a ideia de criar um passeio cultural que incluísse a prática esportiva. Voltamos ao nosso circuito de "Sítios Históricos da República", de alguns anos atrás, e o revivemos como uma caminhada!

A caminhada passa por nosso museu e foi inspirada no circuito
"Sítios Históricos da República": esporte e cultura, juntos.

O evento ocorrerá nos dias 9 e 16 de agosto, duas terças feiras, no horário das 8h às 12h. O ponto de encontro será na estação de embarque do bondinho de Santa Teresa no Centro da cidade, na rua Lélio Gama, nº 212, próximo ao edifício da Petrobras. Reservamos um bonde que sairá da estação às 8h da manhã e subirá as ladeiras de Santa Teresa até o Largo do Guimarães, de onde o grupo virá a nosso museu caminhando, orientado por monitores. Ao chegar aqui, teremos atividades leves em nosso parque, além de visita mediada à Casa Histórica e logo depois iniciaremos a caminhada maior em direção ao Museu da República, no bairro do Catete. No trajeto passaremos por alguns pontos de interesse republicano - como o Templo da Humanidade - Igreja Positivista - que serão devidamente apresentados ao grupo. Ao final, uma visita mediada no Palácio do Catete encerrará o "périplo esportivo cultural".

Um bonde reservado ao grupo partirá do centro da cidade até o
Largo dos Guimarães, já em Santa Teresa.
Mas atenção: para participar você deve estar às 7h30 na estação do bondinho. Serão distribuídas senhas para apenas 28 pessoas em cada dia - 9/08 e 16/08. A senha dá direito à viagem de bonde, às visitas aos museus e a todo apoio na caminhada que será acompanhada por um historiador, um museólogo e um guia de turismo, de forma gratuita. Temos certeza de que será um passeio dos melhores!

A caminhada será finalizada em uma visita aos suntuosos salões do Museu da República.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Um evento e tanto - Projeto HOBRA




Todos sabem que as Olimpíadas trouxeram enorme visibilidade a nossa cidade, uma megalópole complexa. Um dos destinos preferidos do turismo interno e externo, e sediando um evento desta magnitude, o Rio só poderia atrair uma série de atividades artístico culturais. Foi assim que nasceu o Projeto HOBRA, uma residência artística realizada durante todo o mês de julho entre fotógrafos, pintores, escultores, dançarinos, performers, ilustradores, atores, etc., holandeses e brasileiros. Resultado do convite da Holanda ao Brasil por ocasião do calendário cultural olímpico, no Rio de Janeiro. Organizado a pedido do Ministério da Educação, Ciência e Cultura e do Ministério das Relações Exteriores holandeses. O programa cultural HOBRA é um esforço colaborativo de seis fundos culturais holandeses.

A primeira parte da peça "Invisível", encenada na
alameda principal de nosso parque.


Os contatos e a maior parte das exposições e eventos tiveram lugar no Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo, instituição parceira e vizinha de nossa rua em Santa Teresa. Deste modo os participantes acharam por bem incluir também nosso museu no pequeno "circuito" deste domingo, dia 31/07, encerrando com chave de ouro uma correspondência cultural muito intensa e da melhor qualidade.

Na segunda parte os atores se posicionaram nas sacadas
de dois quartos de nossa Casa Histórica.

Nosso museu recebeu a peça teatral "Invisível", criada e dirigida por Jörgen Tjon Fong e Patrick Pessoa. Houve poucos ensaios, muito trabalho e apenas três sessões do espetáculo, cujo objetivo maior era o de comemorar o sucesso da colaboração entre profissionais de diversas áreas ligadas ao teatro. A dramatização passou por todo nosso museu parque, com o público perambulando entre pontos onde os atores encenavam sketches. A ideia, além de valorizar o percurso de nosso museu, tornou-se surpreendente, tanto para o público quanto para os atores, já que percorrer um caminho em busca de reflexões sobre diversos assuntos bem atuais.

A última parte da peça foi encenada em nosso pátio interno,
e a plateia a assistiu desde o platô superior.


Foi muito interessante ver a montagem de cenários, iluminação, som, e oferecer o apoio possível tanto ao preparo quanto a apresentação da pequena peça. Torcemos para que outras iniciativas como esta possam ter lugar em nosso museu casa.

Nota Importante: a apresentação da peça ocorreu em três sessões na noite de domingo, e o público que visitou as exposições do Projeto HOBRA na C.C.M. Laurinda Santos Lobo foi convidado a participar da plateia, para a qual foram distribuídas senhas.

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