quarta-feira, 30 de março de 2016

Nosso Museu: Casa Histórica, Casa de Bernardina e Parque

Esta é a entrada de nosso museu parque, na rua Monte Alegre, 255 em Santa Teresa.
Fica no recuo à esquerda de quem sobe a rua, a partir da Rua do Riachuelo.
O espaço é aberto ao público, diária e gratuitamente, entre 8h e 17h.

Uma das coisas que sempre causa surpresa em nosso museu são as duas casas presentes no terreno de nosso parque. O que são cada uma delas? O que têm dentro? O que foram no passado? Para diminuir um pouco a curiosidade que todo visitante tem ao aqui chegar, fizemos este pequeno post.

A casa histórica, vista de quina, desde o caramanchão

Em primeiro lugar, é preciso que se diga que consideramos - MUSEU - todo o espaço do terreno que tem entrada pela rua Monte Alegre, nº 255 em Santa Teresa, Rio, que faz fronteira com as ruas do Triunfo e com a Ladeira do Castro. Daí que, quando queremos nos referir apenas à casa onde tudo começou, onde realmente morou Benjamin Constant, usamos a expressão "casa histórica". Já falamos muito sobre ela por aqui, mas vamos rever alguns pontos: construída por volta de 1860 por Antônio Moreira da Costa Santos, foi alugada por nosso patrono que aqui residiu apenas entre 1890 e 1891, quando veio a falecer. Por ter sido a última residência em que viveu o Fundador da República - título concedido à época à Benjamin - ficou definido na Constituição de 1891 que o Governo Federal deveria adquirí-la, tanto para garantir ao país a posse eterna da casa onde morou um dos herois do novo regime - criando assim um lugar de memória - quanto para garantir o sossego do fim do aluguel à família de poucos recursos, que a utilizou em usufruto até o início dos trabalhos que transformariam a propriedade em um "(...) museu de documentos de toda a sorte sobre o ínclito cidadão". Tombada pelo Patrimônio Histórico Federal em 1958, a casa se transformou no Museu Casa de Benjamin Constant, aberto em 18 de outubro de 1982 com a missão de reconstituir o ambiente familiar e o contexto sócio cultural em que viveu o Fundador da República, por meio da reconstituição de ambientes, hábitos e costumes da época.


A Casa de Bernardina tem dois andares e um belo interior cheio de detalhes
da época de sua construção, no início do século XX.
Quando falamos da sede administrativa de nosso museu - ou "anexo", ou ainda "casa amarela" - nos referimos à "Casa de Bernardina", assim denominada por ter sido construída por João de Albuquerque Serejo e sua esposa, Bernardina Constant de Magalhães, uma das filhas de nosso patrono. A construção deste solar se deu entre 1905 e 1920 e muitas de suas características arquitetônicas lembram o período. Quem a visita se maravilha: dos pisos em parquet de madeiras nobres super trabalhados aos inúmeros azulejos nas paredes, tudo é belo, exclusivo, diferente e antigo. O pé direito alto (distância do piso ao teto), deixa o vento circular bem e as grandes janelas e portas - todas em profusão - têm um quê de passado encantador.

Cheia de belos detalhes arquitetônicos, o interior da Casa de Bernardina surpreende.

Quando da abertura do museu, em 1982, esta casa não estava aberta. Guardava uma série de objetos que ainda seriam incorporados à exposição do museu e outros muitos que foram descartados com o tempo, por terem pertencido à família mas não terem mais função no museu atual. Depois, em 1989, a FUNARTE a utilizou como Centro de Documentação e Informação. Tal situação perdurou até o ano de 2011, quando então o museu passou a se configurar como é hoje, e nós passamos a ter nossa sede administrativa separada do corpo da casa histórica - anteriormente toda a administração "se espremia" numa pequena sala da casa histórica. A Casa de Bernardina não é tombada, mas é tratada como se fosse por participar do mesmo terreno de um bem histórico tombado.

Planta gráfica de toda a área de nosso museu com parque, Casa Histórica,
Casa de Bernardina e caramanchão. Clique para ver maior.
Ilustração: Marcos Martins

No entorno, temos o já famoso Parque do Museu. Resultante da antiga chácara que circundava a casa histórica, possui mais de dez mil metros quadrados de puro verde remanescente da Mata Atlântica. Algumas áreas são mais conhecidas, tais como o caramanchão - lugar de encontros, piqueniques e apresentações - o canteiro ecológico - onde oferecemos mudas para qualquer um levar - e plantar, claro! - a guarita - localizada logo na entrada do parque, onde ficam alguns de nossos vigilantes. Há também o platô inferior - que tem como limite a Ladeira do Castro, temporariamente interditado - e o platô superior - local do mirante, das trilhas, caminhos e muita natureza reinante. O parque pertence à APA de Santa Teresa - leia mais aqui - e é motivo de toda nossa atenção e cuidados, tendo em vista ser um verdadeiro "acervo verde" próximo ao centro de uma metrópole como o Rio de Janeiro.

#architectureMW #MuseumWeek 

terça-feira, 29 de março de 2016

Um servidor sem par


Neste dia em que destacamos as pessoas que "fazem" nosso museu, dentro da Museum Week, gostaríamos de prestar uma singela homenagem a Luis Antonio Vitoriano dos Santos. Nosso Chefe de Serviço é uma das pessoas que mais conhece de nosso museu, passado, presente e futuro, mas não é só isso: é um ser dos mais especiais, sempre a postos para ajudar a qualquer um que precise.

Apresentando nosso Acervo Documental ao ex-presidente do IBRAM, Angelo Oswaldo.


Sua história profissional se confunde com a de nosso museu: em 1982 fez curso de guiamento de visitantes no Museu Nacional de Belas Artes ainda menor, durante três meses, após os quais foi requisitado pela primeira diretora de nosso museu casa, Hercília Vianna, para formar uma pequena equipe de atendimento ao público na recém inaugurada Casa de Benjamin Constant. Ao completar 18 anos em 1984, foi contratado pela Fundação Pró Memória e continuou seu trabalho por aqui, tendo percorrido praticamente todas as áreas de nosso museu: além da recepção, auxiliou na conservação de nossos amplos jardins e também na recuperação de antigos documentos e objetos que ainda chegavam ao museu para fazer parte dos acervos histórico e museológico. Decidiu-se por se formar Arquivologista, cursando a faculdade entre 1996 e o ano 2000, quando passou a lidar oficialmente com o acervo histórico do museu. Participou da primeira grande obra de recuperação do museu em 1989, além de ter participado de dois grandes projetos de nosso museu: a Criação do Banco de Dados do Acervo Museológico em 1999 e a Organização do Arquivo Documental - entre 1999 e 2006. 

Recebendo condecoração de nossa diretora, Elaine Carrilho.


Hoje em dia Luis Antonio é nosso colega mais querido e mais disponível. Tem coisas que guarda de memória, tais como "onde está o trabalho de museologia feito em..." Também tem fácil em mente "onde aquela pasta que guarda antigos projetos do museu". Uma boa memória, sem dúvida, mas também um esforçado colega de trabalho que atua tanto no campo museal quanto no administrativo com primor! Corretíssimo em suas atitudes e posturas, é servidor exemplar. Extremamente discreto e muito tímido, nos desafia a cada vez que tentamos prestar-lhe uma homenagem como agora, pois não comenta o que já fez pela Casa de Benjamin Constant. Sempre disposto a ajudar, Luis Antonio é daquelas raras pessoas que se destacam por seu conhecimento, profissionalismo, engajamento, mas também por sua simpatia, bom humor e companheirismo: é aquele amigo com quem se pode contar e, sem dúvida, uma daquelas pessoas que não nos esqueceremos com facilidade.

#peopleMW #MuseumWeek

segunda-feira, 28 de março de 2016

Museum Week 2016



Nesta semana estaremos participando de um interessante evento virtual: a Museum Week 2016. Instituída no ano passado pelo Twitter - rede social que permite aos usuários enviar e receber atualizações pessoais de outros contatos, em textos de até 140 caracteres - também chamado de microblogging - "acontece" primeiramente nesta mídia, mas pode se espalhar por todos os links, sites e endereços virtuais que o museu participe na internet.

A semana se estende de hoje, 28/03 até o próximo domingo, dia 3/04/2016. Para acompanhar basta ter um perfil no Twitter e acompanhar os tweets do evento, que serão marcados com a hashtag #MuseumWeek, ou através das hashtags temáticas de cada dia, conforme abaixo:

  • Segunda, 28/03 #secretsMW - Segredos e bastidores do museu
  • Terça, 29/03 #peopleMW - Homenagem às pessoas conhecidas e anônimas que ajudam a fazer o museu 
  • Quarta, 30/03 architectureMW - História do edifício, jardins, vizinhança ou outras localizações chave da instituição
  • Quinta, 31/03 #heritageMW - Herança cultural tangível e intangível, conteúdos e acervos
  • Sexta, 1/04 #futureMW - Novos projetos, inovações e suas barreiras; pesquisas e objetivos da instituição
  • Sábado, 2/04 #zoomMW - Detalhes e histórias que mostram um novo olhar sobre o museu
  • Domingo, 3/04 #loveMW - Momento de compartilhar o que há de melhor e as grandes atrações do museu

As atividades, o cotidiano e as curiosidades de diversos museus, centros e casas de cultura, além de vários outros equipamentos culturais de todo o mundo estarão disponíveis para que cada um possa conhecer um pouquinho sobre estas instituições. Aproveite!

Siga-nos em nosso Twitter: www.twitter.com/museu_bconstant

quarta-feira, 23 de março de 2016

Dia Mundial da Água - 22 de março

 

"A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos."


Ontem, dia 22 de março, foi comemorado o Dia Mundial da Água. E como este elemento é apenas fundamental para nossa existência - e de toda a natureza ao redor - resolvemos destacar um pouco sobre o assunto para vocês.

Estabelecido pela Organização das Nações Unidas - ONU, a comemoração se dá neste dia, pois em 22 de março de 1992, a organização divulgou a “Declaração Universal dos Direitos da Água”, onde uma série de medidas, sugestões e informações que tencionam despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água, foram compiladas. Importante saber que, apesar de 2/3 de nosso planeta ser formado por este precioso líquido, apenas cerca de 0,008 % deste total é potável, ou seja, própria para o consumo humano e animal. Grande parte das fontes desta água - rios, lagos, nascentes, etc. - vêm sendo contaminadas, poluídas e degradadas pela ação predatória do homem. Esta situação é muito preocupante pois, em futuro próximo, poderemos não ter mais água para o consumo de grande parte da população mundial.



Neste dia de análise, reflexão, e conscientização, medidas práticas são criadas para resolver ou minimizar o problema da escassez de água na atualidade. Medidas básicas devem ser aprendidas e repetidas por todos, religiosamente, tais como: não jogar lixo nos rios, lagos e lagoas, economizar água nas atividades caseiras (banho, escovação de dentes, lavagem de louças e roupas, etc.), reutilizar a água quando possível, respeitar as regiões de mananciais e nascentes e divulgar ideias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas. Mas não é só isso: podemos e devemos nos informar sobre as grandes questões da água em todo mundo, tais como o desequilíbrio ecológico que as atividades humanas têm gerado - e que levam à poluição e/ou à extinção de grandes reservatórios aquíferos e a mudanças importantes no ciclo de evaporação e chuva, em todo o globo - grandes obras que podem prejudicar a obtenção de água potável em determinadas regiões, migrações em massa - de animais e humanos - que possam desequilibrar a demanda da água, entre outras muitas situações sérias e de grande monta.

A cada ano a ONU estabelece um tema para discussão. Neste ano o "Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial na Temática de Recursos Hídricos" - UN World Water Development Report 2016, teve como tema "Água e Empregos: Investir em Água É Investir em Empregos". Entendemos que muito deva ser pesquisado e debatido sobre o assunto, e divulgamos abaixo uma das melhores frases que encontramos sobre o Dia Mundial da Água:


"O Dia Mundial da Água não é só para pensar, mas principalmente para agir: vamos usar este recurso natural com sabedoria para que ele nunca acabe."

 

O consumo de água por produção - Fonte: Ed. Abril
Clique para ver maior.
 
Sites sobre o assunto:

World Water Day - www.unwater.org/worldwaterday - site da ONU sobre o Dia Mundial da Água;

ANA - Agencia Nacional de Águas - www.ana.gov.br - a Agencia Nacional de Águas objetiva disciplinar a implementação, a operacionalização, o controle e a avaliação dos instrumentos de gestão criados pela Política Nacional de Recursos Hídricos.


O cartaz das Nações Unidas sobre o tema do Dia Mundial da Água em 2016: Água e Empregos.

Conheça a seguir a Declaração Universal dos Direitos da Água

Artigo 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Artigo 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do artigo 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Artigo 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Artigo 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Artigo 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Artigo 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Artigo 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Artigo 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.


Artigo 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Artigo 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Preservando a saúde




Um dos assuntos mais importantes e "palpitantes" da agenda nacional nos últimos meses é o do combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue - que havia sido erradicado no país em 1955 e voltou a ter sua presença registrada, nos estados do sudeste e do nordeste, em março de 1986. Desde o ano passado ficou evidente que ele também tem contaminado os brasileiros de todos os estados com o vírus da Zika e da Febre Chicungunha. As campanhas de combate ao mosquito têm sido constantes, capitaneadas tanto pelos governos municipais, estaduais e federal, quanto por ONGs, associações e até mesmo empresas. Mas, neste momento, o número de casos é alarmante, e vem sendo agravado com o que se pode considerar "sequelas" (ou "consequências") dessas doenças: a microcefalia nos fetos e a Síndrome de Guillain-Barré.

Nosso servidor Henrique Florêncio profere palestra informativa
a todos os servidores e terceirizados de nossa unidade.

Por todos estes motivos todos, absolutamente todos, estão "convocados" a agir contra a proliferação de mosquitos. Uma nova campanha do Governo Federal foca todos os cidadãos no sentido de ajudarem a manter os espaços de convívio sem "criadouros", ou seja, sem frestas e desníveis, cantos ou cantinhos, rebaixos ou recipientes que possibilitem o desenvolvimento das larvas de Aedes aegypti até a fase de inseto. E para tanto, os servidores federais foram convocados a manterem não apenas suas casas, mas também seus locais de trabalho livres de mosquitos e larvas. E aí entram nossas ações.

Todos os museus do IBRAM - Instituto Brasileiro de Museus - autarquia do Ministério da Cultura - MinC - ao qual somos vinculados - devem enviar, ao Ministério do Planejamento, semanalmente, um relatório de vistoria e ações de combate. E dentro dessas ações vale tudo: do colega que sabe mais sobre o assunto ensinando a quem sabe menos, conversas, reuniões, papos e palestras, dicas e receitas de repelentes caseiros eficazes, divulgação das mais recentes descobertas, vistoria em mutirão de todo o espaço que o museu ocupa para acabar com focos e até, informação em seus sítios eletrônicos - o que fazemos agora.

Colocar sabão em pó nos ralos para evitar que a água parada neles vire um criadouro.


Obviamente, as ações de vistoria, que incidem sobre o terreno e as construções, são fundamentais, e devem ser repetidas semanalmente. Em nosso museu, em função da necessidade de se manter o parque do entorno da casa histórica - que possui mais de 10 mil metros quadrados, com mata nativa - muitas delas já faziam parte de nossas rotinas de limpeza, asseio e conservação. Portanto, algumas foram incrementadas e outras tiveram sua periodicidade reduzida, tendo em vista que basta uma pequena lâmina de água acumulada para que a fêmea do mosquito deposite os ovos que se transformarão em larvas do mosquito. Instituímos também o "Dia D", às terças feiras, dia em que todos os cantinhos são verificados com muita atenção de modo a se exterminar possíveis focos. Nas imagens deste post vemos algumas destas ações, que podem ser adotadas em qualquer lugar que possua árvores, plantas e arbustos, ou seja: quintais de todos os tipos e tamanhos, onde até uma folhinha pode proporcionar um lugar para proliferação de larvas.

E nunca é demais lembrar as providências básicas para evitar o acúmulo de água parada em qualquer lugar - CONFIRA:

- Não deixar água parada em pneus fora de uso. O ideal é fazer furos nestes pneus para evitar o acúmulo de água;

- Não deixar água acumulada sobre a laje de sua residência;


- Não deixar a água parada nas calhas da residência. Remover folhas, galhos ou qualquer material que impeça a circulação da água.

Verificar e limpar bandejas de geladeiras e freezers


- A vasilha que fica abaixo dos vasos de plantas não pode ter água parada. Deixar estas vasilhas sempre secas ou cobri-las com areia;

- Caixas de água devem ser limpas constantemente e mantidas sempre fechadas e bem vedadas. O mesmo vale para poços artesianos ou qualquer outro tipo de reservatório de água;

- Vasilhas que servem para animais (gatos, cachorros) beber água não devem ficar mais do que um dia com a água sem trocar;

Limpeza dos jardins: catar folhas, galhos e uma série de objetos
descartados sem cuidado, que podem acumular água.

- As piscinas devem ter tratamento de água com cloro (sempre na quantidade recomendada). Piscinas não utilizadas devem ser desativadas (retirar toda água) e permanecer sempre secas;

- Garrafas ou outros recipientes semelhantes (latas, vasilhas, copos) devem ser armazenados em locais cobertos e sempre de cabeça para baixo. Se não forem usados devem ser embrulhados em sacos e descartados no lixo (fechado).

- Não descartar lixo em terrenos baldios e manter a lata de lixo sempre bem fechada;


Limpeza de calhas, que acumulam folhas e outros rejeitos
por onde passam as águas das chuvas.


- As bromélias costumam acumular água entre suas folhas. Para evitar a reprodução do mosquito, o ideal é regar esta planta com uma mistura de 1 litro de água e uma colher de água sanitária.

- Sempre que observar alguma situação (que você não possa resolver), avisar imediatamente um agente público de saúde para que uma medida eficaz seja tomada.


Esta é uma ação prioritária para o Governo Federal e é fundamental o empenho de todos no combate ao mosquito. Participe!

Clique na imagem e imprima tarefas que devem ser
desempenhadas pelo menos uma vez por semana.
Fonte: DPU

terça-feira, 15 de março de 2016

Um republicano nato!

Estamos de volta! 


Depois de um longo recesso, voltamos a editar nosso blog, trazendo novidade, história, variedades e muita informação para vocês - sejam elas de ontem ou de hoje.

Neste primeiro post do ano, gostaríamos de registrar uma visita ilustre: a da antropóloga Clarisse Rath, que esteve em nosso museu no final de janeiro. Clarisse é tataraneta de Cândido Pacheco de Moraes Castro, um brasileiro pouco conhecido, mas um verdadeiro exemplo do quanto se lutou para instaurar a república em nosso país. Vamos conhecer um pedacinho de sua história que nos foi gentilmente enviada por Clarisse, após sua passagem por nosso museu.


O lindo desenho da árvore genealógica da família de Clarisse Rath, partindo de seu
ilustre tataravô, o republicano Cândido Pacheco de Moraes Castro.


Nascido em 1822 na cidade paulista de Caçapava, aos 13 anos, em 1835, Cândido migrou para o Rio Grande do Sul para lutar na Revolução Farroupilha - levante regional de caráter republicano contra o governo imperial do Brasil. Neste momento se estabelece no estado, virando um jovem fazendeiro na cidade de São Borja. E por ser praticamente um "soldado de nascença", participa também da Guerra do Paraguai, para onde foi em 1865 servir como Capitão no 2º Corpo da Guarda Nacional. Ao fim do conflito, retorna a Porto Alegre onde se estabelece como alfaiate.

Mas os tempos eram de luta republicana e Cândido Castro foi muito atuante em seu estado de adoção na instauração do novo regime. Foi o primeiro a assinar um documento a favor do novo sistema de governo, ao lado de Lauro Prates, Assis Brasil e Pinheiro Machado, na chamada fazenda "A Reserva", de propriedade de Julio de Castilhos. Tal documento trata-se de um manifesto, datado de 21 de março de 1889, onde a elite do estado se declara francamente republicana.

Julio de Castilhos, reconhecido pelo Marechal Deodoro como
um líder republicano do Rio Grande do Sul.

Cabe aqui abrir um parêntesis para mostrar a face de ardoroso propagandista da república de Cândido Castro: ele foi um dos fundadores do jornal “A Federação”, onde eram divulgados os ideais republicanos do Partido Republicano Rio-grandense (PRR). Editado em Porto Alegre desde 1884, o jornal contou com a participação de Borges de Medeiros e Demétrio Ribeiro, entre outros, todos ligados ao processo republicano em nosso país. Demétrio Ribeiro foi, inclusive, o deputado constitucionalista que elaborou o projeto que propôs a transformação da casa de Benjamin Constant em museu, onde hoje estamos!

O Jornal "A Federação de 28 de fevereiro de 1884
Fonte: Biblioteca Borges de Medeiros - www2.al.rs.gov.br/biblioteca


Em 15 de novembro de 1889, proclamada a República, o Marechal Deodoro da Fonseca reconheceu os serviços prestados pelos republicanos do sul do Brasil, capitaneados por Julio de Castilhos, momento em que o nomeou para o cargo de Secretário do Governo Estadual. Já Cândido Castro assumiu o posto de 1º comandante da antiga Guarda Civil.

O jornal continuou a ser editado e, em janeiro de 1933, foi adotado como Diário Oficial do Estado. Em maio de 1935 com o surgimento do Diário Oficial, editado pelo governo, voltou a ser um jornal partidário. A última sede do jornal, inaugurada em 6 de setembro de 1922 - em comemoração ao centenário da Independência do Brasil - é hoje o Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa em Porto Alegre. Mas Cândido Castro não chegou a ver tudo isto, tendo falecido em 1893, aos 71 anos.

Trata-se de uma daquelas histórias que tomamos conhecimento por acaso, e por um acaso sensacional. Imaginem receber, hoje, mais de 120 anos após seu falecimento, a neta de um brasileiro "republicano nato", na casa do Fundador da República! Quando aqui esteve Clarisse Rath nos contou que o Rio Grande do Sul e sua família tiveram uma enorme ligação com as questões republicanas, e então iniciamos a busca por esta história que é emblemática e diferente para trazer a vocês. Quem sabe maiores detalhes sobre a vida do tataravô republicano de Clarisse ainda sejam levantados; quem sabe ainda vamos travar muitos conhecimentos com os descendentes de vários outros participantes do processo republicano, cuja história não ficou bem registrada. Torcemos para que muitos nos visitem e nos contatem. É um privilégio conhecer trajetórias como a de Cândido Pacheco de Moraes Castro!

Colaboração: Ariana Costa