quinta-feira, 17 de março de 2016

Preservando a saúde




Um dos assuntos mais importantes e "palpitantes" da agenda nacional nos últimos meses é o do combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue - que havia sido erradicado no país em 1955 e voltou a ter sua presença registrada, nos estados do sudeste e do nordeste, em março de 1986. Desde o ano passado ficou evidente que ele também tem contaminado os brasileiros de todos os estados com o vírus da Zika e da Febre Chicungunha. As campanhas de combate ao mosquito têm sido constantes, capitaneadas tanto pelos governos municipais, estaduais e federal, quanto por ONGs, associações e até mesmo empresas. Mas, neste momento, o número de casos é alarmante, e vem sendo agravado com o que se pode considerar "sequelas" (ou "consequências") dessas doenças: a microcefalia nos fetos e a Síndrome de Guillain-Barré.

Nosso servidor Henrique Florêncio profere palestra informativa
a todos os servidores e terceirizados de nossa unidade.

Por todos estes motivos todos, absolutamente todos, estão "convocados" a agir contra a proliferação de mosquitos. Uma nova campanha do Governo Federal foca todos os cidadãos no sentido de ajudarem a manter os espaços de convívio sem "criadouros", ou seja, sem frestas e desníveis, cantos ou cantinhos, rebaixos ou recipientes que possibilitem o desenvolvimento das larvas de Aedes aegypti até a fase de inseto. E para tanto, os servidores federais foram convocados a manterem não apenas suas casas, mas também seus locais de trabalho livres de mosquitos e larvas. E aí entram nossas ações.

Todos os museus do IBRAM - Instituto Brasileiro de Museus - autarquia do Ministério da Cultura - MinC - ao qual somos vinculados - devem enviar, ao Ministério do Planejamento, semanalmente, um relatório de vistoria e ações de combate. E dentro dessas ações vale tudo: do colega que sabe mais sobre o assunto ensinando a quem sabe menos, conversas, reuniões, papos e palestras, dicas e receitas de repelentes caseiros eficazes, divulgação das mais recentes descobertas, vistoria em mutirão de todo o espaço que o museu ocupa para acabar com focos e até, informação em seus sítios eletrônicos - o que fazemos agora.

Colocar sabão em pó nos ralos para evitar que a água parada neles vire um criadouro.


Obviamente, as ações de vistoria, que incidem sobre o terreno e as construções, são fundamentais, e devem ser repetidas semanalmente. Em nosso museu, em função da necessidade de se manter o parque do entorno da casa histórica - que possui mais de 10 mil metros quadrados, com mata nativa - muitas delas já faziam parte de nossas rotinas de limpeza, asseio e conservação. Portanto, algumas foram incrementadas e outras tiveram sua periodicidade reduzida, tendo em vista que basta uma pequena lâmina de água acumulada para que a fêmea do mosquito deposite os ovos que se transformarão em larvas do mosquito. Instituímos também o "Dia D", às terças feiras, dia em que todos os cantinhos são verificados com muita atenção de modo a se exterminar possíveis focos. Nas imagens deste post vemos algumas destas ações, que podem ser adotadas em qualquer lugar que possua árvores, plantas e arbustos, ou seja: quintais de todos os tipos e tamanhos, onde até uma folhinha pode proporcionar um lugar para proliferação de larvas.

E nunca é demais lembrar as providências básicas para evitar o acúmulo de água parada em qualquer lugar - CONFIRA:

- Não deixar água parada em pneus fora de uso. O ideal é fazer furos nestes pneus para evitar o acúmulo de água;

- Não deixar água acumulada sobre a laje de sua residência;


- Não deixar a água parada nas calhas da residência. Remover folhas, galhos ou qualquer material que impeça a circulação da água.

Verificar e limpar bandejas de geladeiras e freezers


- A vasilha que fica abaixo dos vasos de plantas não pode ter água parada. Deixar estas vasilhas sempre secas ou cobri-las com areia;

- Caixas de água devem ser limpas constantemente e mantidas sempre fechadas e bem vedadas. O mesmo vale para poços artesianos ou qualquer outro tipo de reservatório de água;

- Vasilhas que servem para animais (gatos, cachorros) beber água não devem ficar mais do que um dia com a água sem trocar;

Limpeza dos jardins: catar folhas, galhos e uma série de objetos
descartados sem cuidado, que podem acumular água.

- As piscinas devem ter tratamento de água com cloro (sempre na quantidade recomendada). Piscinas não utilizadas devem ser desativadas (retirar toda água) e permanecer sempre secas;

- Garrafas ou outros recipientes semelhantes (latas, vasilhas, copos) devem ser armazenados em locais cobertos e sempre de cabeça para baixo. Se não forem usados devem ser embrulhados em sacos e descartados no lixo (fechado).

- Não descartar lixo em terrenos baldios e manter a lata de lixo sempre bem fechada;


Limpeza de calhas, que acumulam folhas e outros rejeitos
por onde passam as águas das chuvas.


- As bromélias costumam acumular água entre suas folhas. Para evitar a reprodução do mosquito, o ideal é regar esta planta com uma mistura de 1 litro de água e uma colher de água sanitária.

- Sempre que observar alguma situação (que você não possa resolver), avisar imediatamente um agente público de saúde para que uma medida eficaz seja tomada.


Esta é uma ação prioritária para o Governo Federal e é fundamental o empenho de todos no combate ao mosquito. Participe!

Clique na imagem e imprima tarefas que devem ser
desempenhadas pelo menos uma vez por semana.
Fonte: DPU

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