quarta-feira, 30 de março de 2016

Nosso Museu: Casa Histórica, Casa de Bernardina e Parque

Esta é a entrada de nosso museu parque, na rua Monte Alegre, 255 em Santa Teresa.
Fica no recuo à esquerda de quem sobe a rua, a partir da Rua do Riachuelo.
O espaço é aberto ao público, diária e gratuitamente, entre 8h e 17h.

Uma das coisas que sempre causa surpresa em nosso museu são as duas casas presentes no terreno de nosso parque. O que são cada uma delas? O que têm dentro? O que foram no passado? Para diminuir um pouco a curiosidade que todo visitante tem ao aqui chegar, fizemos este pequeno post.

A casa histórica, vista de quina, desde o caramanchão

Em primeiro lugar, é preciso que se diga que consideramos - MUSEU - todo o espaço do terreno que tem entrada pela rua Monte Alegre, nº 255 em Santa Teresa, Rio, que faz fronteira com as ruas do Triunfo e com a Ladeira do Castro. Daí que, quando queremos nos referir apenas à casa onde tudo começou, onde realmente morou Benjamin Constant, usamos a expressão "casa histórica". Já falamos muito sobre ela por aqui, mas vamos rever alguns pontos: construída por volta de 1860 por Antônio Moreira da Costa Santos, foi alugada por nosso patrono que aqui residiu apenas entre 1890 e 1891, quando veio a falecer. Por ter sido a última residência em que viveu o Fundador da República - título concedido à época à Benjamin - ficou definido na Constituição de 1891 que o Governo Federal deveria adquirí-la, tanto para garantir ao país a posse eterna da casa onde morou um dos herois do novo regime - criando assim um lugar de memória - quanto para garantir o sossego do fim do aluguel à família de poucos recursos, que a utilizou em usufruto até o início dos trabalhos que transformariam a propriedade em um "(...) museu de documentos de toda a sorte sobre o ínclito cidadão". Tombada pelo Patrimônio Histórico Federal em 1958, a casa se transformou no Museu Casa de Benjamin Constant, aberto em 18 de outubro de 1982 com a missão de reconstituir o ambiente familiar e o contexto sócio cultural em que viveu o Fundador da República, por meio da reconstituição de ambientes, hábitos e costumes da época.


A Casa de Bernardina tem dois andares e um belo interior cheio de detalhes
da época de sua construção, no início do século XX.
Quando falamos da sede administrativa de nosso museu - ou "anexo", ou ainda "casa amarela" - nos referimos à "Casa de Bernardina", assim denominada por ter sido construída por João de Albuquerque Serejo e sua esposa, Bernardina Constant de Magalhães, uma das filhas de nosso patrono. A construção deste solar se deu entre 1905 e 1920 e muitas de suas características arquitetônicas lembram o período. Quem a visita se maravilha: dos pisos em parquet de madeiras nobres super trabalhados aos inúmeros azulejos nas paredes, tudo é belo, exclusivo, diferente e antigo. O pé direito alto (distância do piso ao teto), deixa o vento circular bem e as grandes janelas e portas - todas em profusão - têm um quê de passado encantador.

Cheia de belos detalhes arquitetônicos, o interior da Casa de Bernardina surpreende.

Quando da abertura do museu, em 1982, esta casa não estava aberta. Guardava uma série de objetos que ainda seriam incorporados à exposição do museu e outros muitos que foram descartados com o tempo, por terem pertencido à família mas não terem mais função no museu atual. Depois, em 1989, a FUNARTE a utilizou como Centro de Documentação e Informação. Tal situação perdurou até o ano de 2011, quando então o museu passou a se configurar como é hoje, e nós passamos a ter nossa sede administrativa separada do corpo da casa histórica - anteriormente toda a administração "se espremia" numa pequena sala da casa histórica. A Casa de Bernardina não é tombada, mas é tratada como se fosse por participar do mesmo terreno de um bem histórico tombado.

Planta gráfica de toda a área de nosso museu com parque, Casa Histórica,
Casa de Bernardina e caramanchão. Clique para ver maior.
Ilustração: Marcos Martins

No entorno, temos o já famoso Parque do Museu. Resultante da antiga chácara que circundava a casa histórica, possui mais de dez mil metros quadrados de puro verde remanescente da Mata Atlântica. Algumas áreas são mais conhecidas, tais como o caramanchão - lugar de encontros, piqueniques e apresentações - o canteiro ecológico - onde oferecemos mudas para qualquer um levar - e plantar, claro! - a guarita - localizada logo na entrada do parque, onde ficam alguns de nossos vigilantes. Há também o platô inferior - que tem como limite a Ladeira do Castro, temporariamente interditado - e o platô superior - local do mirante, das trilhas, caminhos e muita natureza reinante. O parque pertence à APA de Santa Teresa - leia mais aqui - e é motivo de toda nossa atenção e cuidados, tendo em vista ser um verdadeiro "acervo verde" próximo ao centro de uma metrópole como o Rio de Janeiro.

#architectureMW #MuseumWeek 

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