quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Curiosidades sobre a Independência do Brasil


"O Grito do Ipiranga", de Pedro Américo, é tido como o quadro que representa a
Proclamação da Independência do Brasil. No entanto, há várias contestações
sobre o conteúdo do quadro, que só foi pintado na Itália entre 1886 e 1888...

Nesta semana comemoramos a Proclamação da Independência do Brasil, ocorrida no dia 7 de setembro de 1822. E apesar de estarmos em um museu dedicado a uma figura ligada à República, acreditamos que vale a pena lembrar sempre de nossas datas históricas, pensando em fortalecer nossa cidadania, sentimento básico para o crescimento e o desenvolvimento de um povo ou nação, em diversos sentidos e dimensões.

Para que o tema fosse abordado de forma leve e simbólica, procuramos por curiosidades sobre este dia tão importante para nosso país. Vamos a elas?

• Quando Dom João VI partiu do Rio de Janeiro de volta a Portugal, em 1821, deixou o príncipe herdeiro, Dom Pedro, como regente. Durante sua regência, a corte portuguesa planejava recolonizar o Brasil, e passou a exigir a volta do príncipe. Se ele voltasse, o Brasil retornaria à condição de colônia. Para convencer Dom Pedro a permanecer, o presidente do Senado, José Clemente Pereira entregou a ele milhares de assinaturas que pediam que não partisse. Finalmente, no dia 9 de janeiro de 1822, Dom Pedro decidiu permanecer no Brasil, quando então disse a célebre frase "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico!". Por isso a data ficou conhecida como o "Dia do Fico". 


Registro do "Dia do Fico" - que efetivamente é um marco no processo
da Independência de nosso país - este quadro de Debret mostra
Dom Pedro aclamado no Campo de Sant´Anna no Rio.

• Segundo alguns pesquisadores, Dom Pedro estaria na casa de sua amante, a Marquesa de Santos, quando recebeu a carta de sua esposa, a Imperatriz Leopoldina, que o teria alertado sobre a intenção de Portugal de recolonizar o Brasil. Ela teria enviado esta carta durante a viagem de Dom Pedro a São Paulo, com os dizeres: “(…) Com o vosso apoio ou sem o vosso apoio ele (Brasil) fará a sua separação. O pomo está maduro, colhei-o já, senão apodrece (…)”. Na madrugada de 7 de setembro de 1822, ele inicia sua viagem de volta para São Paulo, quando então realiza o grito libertador.

• Dom Pedro contou as novidades aos que o acompanhavam na viagem e disse: "Eles o querem, terão a sua conta. As cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho ou de brasileiro. Pois verão quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações. Nada mais quero do governo português, e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal!" - o grito "Independência ou Morte" foi proclamado mesmo às 16h30 daquela tarde.


Pintado pelo francês François-René Moreaux , "Proclamação da Independência"
foi feito mais próximo da data do acontecimento, em 1844 - original do
Museu Imperial de Petrópolis, Rio de Janeiro.

• O Brasil pagou 2 milhões de libras a Portugal pela sua Independência. E Pedro, com ajuda de Leopoldina, consolidou este fato lutando pelo reconhecimento do novo país junto aos dirigentes de outras nações, inclusive junto ao pai da Imperatriz, Francisco I, poderoso imperador da Áustria.

• E finalmente, dizem os pesquisadores que Dom Pedro foi acometido neste dia por forte desarranjo intestinal. Portanto, não parou às margens do rio Ipiranga porque aquele era um lugar especial e bonito para ser o marco da Independência. Na verdade, ele parou para "se aliviar um pouquinho". E já que tinha parado, gritou a frase histórica ali mesmo.


FONTES:
EBC
História Digital
Guia dos Curiosos

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