quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Um final de semana de muita criatividade!

Pesquisa e fotos: Ariana Santos e Yasmim Silveira 
Técnicas em turismo

Argila, pigmentos coloridos, pinceis e papel foram os materiais utilizados
na Oficina de Barrogravura de Cristina Felício.


O fim de semana do Arte de Portas Abertas - evento artístico cultural organizado anualmente pela Chave Mestra - Associação dos Artistas Visuais de Santa Teresa - é sempre muito animado em nosso bairro: desde as centenas (quiçá milhares) de visitantes vindos de todos os pontos da cidade para visitar os ateliers dos artistas plásticos aqui instalados, até uma miríade de vendedores ambulantes que se instalam, literalmente, em todo cantinho de calçada, muita gente ligada em arte, cultura, festa, comes e bebes típicos dos boêmios bares e restaurantes daqui, e até mesmo nas barganhas oferecidas pelas lojinhas do bairro, vem passear em Santa Teresa.

Neste ano, aliando uma chuva fina com um trecho de obras no "centro nervoso" do bairro - o Largo do Guimarães - esperava-se menos gente: o que não se confirmou. Vieram todos: curiosos, turistas de longe e de perto, artistas de outros bairros, entre muitos outros. Gente interessada em coisa bonita e diferente, "garimpando" além de peças e objetos de arte, um bocado do "fruir artístico" ou, do vivenciar a arte.

Gente de todas as idades esteve presente na Oficina de Barrogravura,
criando a matriz em barro e a gravura em papel.

E para oferecer um pouco desta parte, tão escassa em toda a cidade, recebemos nada menos que três oficinas de arte, conforme anunciamos neste post. No sábado e no domingo (dias 25 e 26/07), à tarde, Cristina Felício mostrou como se trabalha com Barrogravura, e envolveu muita gente, de todas as idades, na criação de matrizes de argila e gravuras coloridas.

Lembrando da importância dos trabalhos feitos com as mãos, Cristina informou que está de mudança entre ateliers localizados aqui mesmo no bairro, e que viu na oficina uma oportunidade de dividir seu conhecimento, além de doar todos os materiais necessários à atividade, pois eles não serão mais utilizados em seu novo endereço, a Casa Amarela. Mariá Rocha, uma das participantes da oficina, disse estar feliz em "descobrir outras técnicas artísticas", já que trabalha com materiais reciclados na criação de bijuterias e outros objetos.

Uma das participantes da oficina de domingo à tarde exibindo
seu "Painel Poético" criado na oficina: retalhos, agulha, linhas e criatividade.  

No domingo, o trio formado pela artesã e bordadeira Miriam Freitas, e pelas arte educadoras Beth Araújo e Martha Loureiro do Ateliê Baú de Panos, comandou duas outras oficinas: pela manhã foi a vez dos menores se ocuparem de retalhos, linhas, botões e outros aviamentos para criarem brinquedos de pano. À tarde os mais velhos se inspiraram em Santa Teresa para criarem "Paineis Poéticos" igualmente com tecidos reaproveitados.


O grupo trabalha com reaproveitamento de retalhos, a maior parte vindos do trabalho no atelier de moda e arte, mas aceita doações de materiais de costura para realizar regularmente oficinas em escolas municipais através do programa "Segundo Turno Cultural", realizado em parceria com as secretarias de Cultura e de Educação do município, entre outros espaços. O projeto estimula a imaginação e interatividade, engajando pessoas de todas as idades, e abre espaço para a criação de verdadeiras maravilhas com materiais, à primeira vista, sem utilidade e destinados ao descarte. Daí saem bonecas, jogos e livros de pano, painéis decorativos, acessórios infantis, tudo concebido com retalhos e com a criatividade dos participantes, orientados pelas três entusiasmadas artistas professoras.

Bonequinhos feitos pelas crianças da Oficina de Brinquedos de Pano.


Martha Loureiro afirmou que foi sua primeira participação no evento "Portas Abertas", e que gostou muito de participar, percebendo grande interesse por parte do público que aqui esteve, e que pretende voltar nos próximos anos.

O resultado das oficinas foi tão positivo, que já estamos pensando numa próxima vez. Afinal de contas o "Portas Abertas" só acontece uma vez no ano, mas nossa criatividade está presente o ano inteiro, brotando como pode entre momentos de trabalho, estudo e outras obrigações do dia a dia.

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