sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Flamboyants em flor

Um flamboyant isolado numa campina, mostrando bem sua enorme copa em forma de guarda chuva.

Neste mês, por toda a cidade, temos observado belas árvores cobertas por flores em tom de laranja intenso. Em nosso bairro as mesmas aparecem aqui e ali, com o mesmo ar de bela e generosa florada. Que árvore é esta? É o já famoso Flamboyant, que tem origem no continente Africano e em Madagascar especialmente, mas que adaptou-se ao clima brasileiro com facilidade.

Apenas um de nossos belos flamboyants floridos.

Segundo pequena pesquisa que fizemos, a "Delonix regia" também é conhecida como "Flor do Paraíso", "Pau Rosa" e "Acácia Rubra" e, embora esteja ameaçada de extinção em seu estado selvagem, é muito cultivada pelo seu valor ornamental, sendo comum a encontrarmos em ruas, praças, parques, entre outros espaços urbanísticos . Apesar de toda a sua beleza, possui raízes superficiais e muito danosas, que destroem as calçadas a seu redor.

Um flamboyant em residência particular na rua de nosso museu.

Mas, se nos concentrarmos apenas em sua beleza e porte - podem chegar de 7 a 10 metros de altura, com copa em forma de guarda chuva, às vezes com diâmetro maior que sua altura - certamente nos desligaremos dos problemas que podem causar e ficaremos maravilhados com seu visual, tropical e esfuziante! Como não notar aquela massa de verde com muito laranja balançando ao vento, em doses generosas?

Outro flamboyant de nosso parque, localizado próximo ao mirante.

Em nosso parque encontramos pelo menos quatro flamboyants floridos neste momento. Todos com este colorido que contrasta lindamente com o céu azul puríssimo que tem feito neste verão tão forte. E, apesar de sabermos que sua beleza é transitória, as observamos extasiados diante de tal espetáculo da natureza.

Nota: em virtude dos problemas citados neste post - raízes superficiais para uma árvore de grande porte, entre outros - alguns de nossos flamboyants deverão ser removidos por haver possibilidade de queda. No entanto, tal não deverá ser feito a curto prazo.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Troca Troca de livros infantis em nosso museu

No início do evento, mesa com livros e frutas.

Neste mês, recebemos em nosso caramanchão um evento dos mais interessantes para os pequenos: a escritora Janine Rodrigues escolheu nosso parque para realizar uma feira de troca de livros infantis, além de uma oficina de pintura e um pequeno brechó também voltado às crianças. Autora do livro "No Reino de Pirapora", Janine comandou o encontro que aconteceu em dois sábados de muito sol e calor, em meio ao frescor de nossas árvores .

Em meio aos livros, crianças e adultos garimpavam as melhores opções.

Pais e crianças se divertiram tanto na busca por um livro novo para trocar quanto durante a brincadeira com tintas, colorindo figuras do imaginário infantil. Outras brincaram no chão em torno do espaço, num contato bem próximo à natureza abundante de nosso jardim.

Concentração durante a oficina de pintura.

Ao final do evento, kits com o livro de Janine e de algumas outras leituras de interesse para crianças foram sorteados entre os presentes, e todos saíram bastante satisfeitos de uma tarde alegre entre as plantas e pássaros sempre presentes no entorno de nosso museu casa.

Janine Rodrigues e uma das vencedoras do sorteio dos kits com livros infantis e outras coisinhas.
PS: visite a fan page de Janine Rodrigues no Facebook: Piraporiando

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

As performances de 'Amor,'

Um abraço concentrado: segundo Davi Ribeiro, seus trabalhos "estão sempre permeados por amor, felicidade e utopia".

No último dia 15 de dezembro recebemos novamente os artistas do evento "Amor," para a realização de duas performances: uma por parte de Lilian Soares e outra de Davi Ribeiro. Lilian iniciou sua apresentação como se chegasse de uma viagem, sentando-se ao chão do quarto de costura do museu e desfez as costuras de um vestido inteiro durante cerca de 50 minutos. Já Davi se colocou na varanda de entrada do museu, dando um longo abraço - de cerca de 3 horas - em cinco 'partners' convidados por ele a "viver o amor" de forma intensa.

"Desfazimento": performance de Lilian Soares.
Lilian fala de forma poética sobre sua performance. Veja que belo: "vestida de azul e carregando uma mala caminho, com pés nus, entre um tempo perdido e um lugar imaginário. Chego na sala de costura, abro a mala e sento no chão. O vestido, tratado como relicário, abisma em um paradoxo com esse lugar. Desfaço ponto por ponto essa manta azul do tempo. Ao desfazer cada parte desse vestido vou reconstruindo amorosamente um novo relicário. Desfaço e refaço. Dobro com cuidado cada molde da vestimenta e guardo na mala. Por fim, a performance pretende a partir do desfazer, do fragmentar reconstruir uma memória amorosa".

O abraço de Davi - ou "os abraços", pois cinco participantes revezaram-se por cerca de 35 minutos cada, abraçando o artista - consumiu-lhe muito de sua força e determinação, visto que, durante o ato, não era permitido falar ou se mexer - nada de forma extremada ou "pétrea", mas firmemente de modo a demonstrar que, mesmo um carinho, pode ser bastante doloroso e cansativo.

Um "abraço sobre o abraço".

Segundo o artista, a performance "Pertencimento" segue o seguinte conceito/ideia: "... faço emergir o sentido de que pertenço a todo mundo e o mundo me pertence. Ficar abraçado por longos períodos com outras pessoas é de certa forma compartilhar, honrar e respeitar a vida do outro. E os limites entre dor e prazer, presentes no trabalho, requerem uma entrega completa, do corpo e da alma do artista, diluindo o sofrimento e fermentando o amor."


Foi uma tarde de encontro com a expressão dos dois artistas, além de seus pares que, em peso, estiveram presentes assistindo e aplaudindo as performances, além de amigos e visitantes que curtiram bastante as performances. Lembrando que a intervenção artística "Amor," teve curadoria de Isabel Portella e esteve montada em nosso museu casa entre 17 de novembro e 22 de dezembro do ano passado.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Receita de "adubo verde": o Bokashi

Aspecto do bokashi.

Uma das receitas utilizadas em Agricultura Orgânica que nos foi passada pelo produtor rural Sr. Alexandre Lopes, que nos brindou com sua oficina no último aniversário de nosso museu (veja post a respeito), foi a do "Bokashi", que é considerado um "adubo verde".

O bokashi pode ser feito a partir de diversos farelos e tortas vegetais, tais como o farelo de trigo e o de arroz e a torta de mamona, entre outros resíduos vegetais. Também pode ser enriquecido com farinhas animais e alguns minerais naturais. Além de servir como fonte de nutrientes para as plantas, este adubo tem uma função muito importante que é a de estimular o aumento e a diversidade de organismos que vivem no solo. Ou seja, ele também melhora as condições de vida tanto para minhocas, gongolos e outros bichinhos que vivem na terra, quanto para microorganismos benéficos às plantas.

O Sr. Alexandre Lopes e nosso servidor Henrique Florencio preparando o bokashi
durante oficina em comemoração de nosso aniversário de 31 anos, em outubro último.

De origem nipônica, o bokashi é muito utilizado em todo o mundo. Aqui no Brasil alguns também o chamam de "Fermento da Vida", exatamente por trazer vida ao solo. No sul do país o chamam de "adubo da independência", pois reduz (ou até mesmo extingue), a necessidade dos agricultores utilizarem adubos químicos e agrotóxicos. O bokashi substitui perfeitamente os adubos químicos pois contém os nutrientes N, P, K, Ca, Mg e S, além de micronutrientes. E, ao contrário dos adubos químicos, fornece à planta nutrientes de forma gradual, branda e racional, pois a sua absorção não segue o processo de osmose, mas sim, através de microrganismos que se multiplicam na rizosfera das plantas.

É também um revitalizador do solo, sendo recomendado para solos cansados e fracos, ou que sofreram muito com o abuso de substâncias químicas. Também ajuda a restabelecer o equilíbrio dos organismos da terra e a quebrar o ciclo de algumas doenças e pragas.

Em hortas de pequeno e médio portes o bokashi pode revitalizar o solo e economizar insumos na produção.

O bokashi deve ser feito em um local coberto, abrigado do sol e da chuva, e com piso liso, para facilitar sua mistura e ensacamento. Para quem possui uma área de cultivo pequena a média, e prefere fazer uso de produtos naturais em sua horta, nada melhor. Veja como é fácil:

Misture:
3 sacos de farelo de trigo de 40 kg = 120 kg no total
2 sacos de farelo de mamona de 50 kg = 100kg no total
40 a 50 litros de água
500 ml de fermento ("EM", "Kefir" ou "Embiotic")
500 g de melaço de cana, açúcar mascavo ou cristal

Essa quantidade de componentes produz 4 receitas de bokashi ou cerca de 880 kg do adubo.

O fermento utilizado no preparo do bokashi é formado por microorganismos considerados "eficientes", que aceleram o processo de fermentação. Os fermentos que indicamos - "EM", "Kefir" ou "Embiotic" - devem ser ativados 7 dias antes do preparo do bokashi. Veja a seguir como ativar o primeiro tipo ("EM"):

200 g ou 1 copo de açúcar mascavo (também se pode utilizar melaço de cana)
200 g de "EM"

Coloca-se o açúcar no "EM", em um recipiente que possa ser fechado, completando-se a mistura com até 2 litros de água.

Mas atenção: o bokashi deve ser mantido fechado hermeticamente por 21 dias antes do uso. Depois, polvilha-se o preparado sobre o solo e aguarda-se mais um período de 15 dias para plantar no solo onde o mesmo foi aplicado, evitando danos às mudas.

Que tal utilizar um adubo orgânico em sua horta?

Nota: se você tiver alguma dúvida quanto ao preparo do bokashi, envie uma mensagem para o Sr. Alexandre Lopes no e-mail aslvet2007@hotmail.com .