sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Grafite: arte das ruas

Ariana Santos e Paulo Ribeiro,
Técnicos em turismo

Grafite: da época marginal à categoria de arte, na atualidade.

O grafite começou a se popularizar nas periferias dos EUA na década de 60, como forma de protesto e expressão, entretanto, era visto com maus olhos pela população por ser considerado uma forma de rebeldia. Com o passar dos anos, os desenhos passaram da marginalização para arte urbana, ganharam cores, significado e um novo olhar da sociedade. Vamos conhecer um pouquinho dessa história?

Os temas e personagens costumam ser bastante alternativos.
Trabalho na Rua Monte Alegre próximo ao nº 113.

No Brasil, o grafite surgiu na periferia de São Paulo, muitas vezes usado como uma resposta a preconceitos diversos (não raro ao racismo). Porém, os jovens brasileiros não se contentaram em apenas copiar o estilo que vinha de fora, e começaram a melhorar sua técnica e a espalhar cada vez mais sua arte por todos os cantos da cidade. Muitos anos se passaram, até que, aqui no Rio de Janeiro, em fevereiro deste ano, o prefeito assinou o chamado "Decreto Grafite Rio", que regulamenta o grafite como arte e institui o "Dia do Grafite", que passa a ser comemorado na cidade no dia 27 de março.

Grandes paineis feitos por artistas do grafite hoje são comuns nas grandes cidades.
Trabalho na empena do prédio de nº11 na Rua Dias de Barros.
Apesar de sua institucionalização, é bem comum até hoje a confusão que muitas pessoas fazem entre grafite e pichação: o primeiro é sempre realizado com autorização do dono do espaço (chamado pelos grafiteiros de "SPOT"), diferentemente do segundo, que é considerado uma forma "pré-histórica" do grafite, além de ser totalmente ilegal. Trata-se de uma má utilização da arte, em praticamente todas as vezes em que é feito - em geral com a intenção de denegrir a imagem do local.

O grafite não se confunde com a pixação, que pode ser vista no entorno
deste belo trabalho, localizado Rua Áurea próximo ao nº 87.

O Brasil possui diversos artistas conceituados no cenário internacional do grafite como por exemplo: Os gêmeos, que têm sua arte espalhada por países como a Alemanha, os EUA e Cuba, além é claro, do Brasil;  Binho Martins, que apresenta sua arte em São Paulo; Alex Vallauri (já falecido) um dos precursores do grafite no país. São artistas que desenvolvem projetos e concursos para atrair cada vez mais pessoas para essa produção de arte, não só como um hobby mas também como meio de vida.

Assinaturas dos grafiteiros hoje são marcas registradas.

Nosso bairro, Santa Teresa - considerado um "refúgio" para a arte de vanguarda em nossa grande cidade - é o local perfeito para a expressão artística do grafite. Uma prova disso são os diversos muros coloridos e cheios de figuras que tornam o bairro ainda mais singular do que poderíamos imaginar. Um bom exemplo disso é o chamado "Caminho do Grafite", projeto realizado este ano, na Comunidade dos Prazeres, para atrair um público visitante específico ao local. Mas essa história a gente conta em outro post!

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