quarta-feira, 17 de setembro de 2014

"Tudo Que É Sólido Se Desmancha No Ar"

"Índio": obra de Pedro Grapiúna que se mimetiza com a natureza em seu entorno.

A frase é famosa e não é à toa. Trata-se de um excerto do Manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels, que, originalmente, foi escrita da seguinte forma:

"Tudo o que era sólido se desmancha no ar, 
tudo o que era sagrado é profanado, 
e as pessoas são finalmente forçadas a 
encarar com serenidade sua posição
social e suas relações recíprocas."


O novo "manifesto" dos artistas de Santa Teresa.

Mas, segundo o texto de apresentação da mostra de mesmo nome, que ocupa os jardins de nosso parque desde a semana passada, essa declaração - um tanto "pesada", forte e desesperançosa - pode ser REpensada como algo mais leve e muito mais sutil. O convite ao público visitante é para que se deixe levar pelas experiências de cada artista participante, através de cada obra apresentada, e que rompa "o instituído para acolher novas experiências". O convite vai além e declara também que "(...) a arte dilui no ar a rigidez e o alheamento do homem consigo mesmo, com os outros homens e com a natureza", fazendo com que o espectador imagine algo muito mais descontraído e prazeroso.

A leveza de "O Tempo de Cada Um - entrevidas" de Miriam Miranda.


A expo conta com curadoria de Ziza Dourado e fez parte do 24º Arte de Portas Abertas, sendo inaugurada no último sábado, dia 13/09. Quatro artistas plásticos aceitaram o desafio de mostrar que o sólido pode sim, ser bastante leve. São eles: Pedro Grapiúna, Heloísa Pires Ferreira, Miriam Miranda e Vanda Martins (Meister). O evento vai até o próximo dia 12/10 e você pode experienciá-lo de segunda a domingo, das 8h às 17h, horário em que nosso parque está aberto ao público.

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