quarta-feira, 30 de julho de 2014

Curiosidades: o início do transporte coletivo no Rio de Janeiro

Na imagem, um ônibus francês da época do primeiro ônibus carioca,
provavelmente semelhante aos que foram utilizados aqui.

Com uma frota de milhares de ônibus de todos os tipos e tamanhos, que superlotam todas as vias da cidade - seja as de bairros mais afastados do centro da cidade, seja na afobação do centro financeiro, comercial e de negócios - fica bem difícil hoje em dia imaginar que nada disso existia há cerca de 100 anos. O que pode ser considerado como o "primeiro ônibus" que circulou no Rio de Janeiro, em julho de 1838, se assemelha a uma carruagem grande, com dois andares e tração feita por dois cavalos à frente. Foram apenas dois destes veículos da chamada "Companhia de Ônibus" - concessionária do serviço - que iniciaram o transporte coletivo no Rio, ligando o centro da cidade a Botafogo, ao Engenho Velho (atual Tijuca) e a São Cristóvão.

Um estacionamento de "gôndolas fluminenses".

Antes ainda da entrada dos bondes em cena, houve um tipo de veículo de menor porte que o "ônibus" puxado a cavalo, que também fez parte da frota de coletivos da cidade: as chamadas "gôndolas fluminenses" comportavam apenas nove passageiros e se assemelhavam a um carro de passeio. O valor do bilhete era inferior aos dos ônibus e por isso fizeram sucesso. Dom Pedro II ainda não era o imperador quando a licença para circulação de tal meio de transporte foi emitida e, apesar das cinco gôndolas aguardadas, somente duas efetivamente circularam pela cidade.

O bonde elétrico no Rio.


O primeiro bonde do país começou a circular em nossa cidade em janeiro de 1859, em caráter experimental. Dois meses depois, com a presença do então Imperador e sua esposa, a chamada “Companhia de Carris de Ferro da Cidade à Boa Vista” começou a operar de forma regular. Em 1862 a tração animal foi substituída pelo vapor, e o primeiro bonde elétrico do Brasil e da América do Sul fez seu trecho inaugural - entre o centro da cidade e o Largo do Machado - 20 anos depois, em 1892. O bonde elétrico pertencia à "Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico", pois a Cia. Cidade à Boa Vista faliu em 1866.

Registrados por Marc Ferrez, os Arcos da Lapa à época em que foram adaptados
para receber os bondes que iam do Morro de Santo Antônio, no Centro do Rio,
ao bairro de Santa Teresa.

Os únicos bondes mantidos em funcionamento em todo país até os dias atuais foram os de nosso bairro, Santa Teresa. Seus serviços nunca foram interrompidos, apesar de grande pressão nesse sentido ao longo de muitas décadas. A Companhia Ferro-Carril Carioca iniciou o serviço de bondes no bairro na década de 1870, eletrificou as linhas em 1896, e ainda aproveitou o antigo aqueduto da época do Brasil Colônia como via de acesso ao bairro. Também conhecido como “Arcos da Lapa”, o aqueduto foi o responsável pela bitola especial dos bondes de Santa Teresa: 1,10 metros.

Tristemente, em agosto de 2011, já sob gerenciamento da Secretaria de Transportes do estado do Rio de Janeiro, os bondes de Santa Teresa interromperam seus serviços devido a um grave acidente com um deles, com 57 feridos e 6 mortos. Mesmo assim, a esperança de vê-los novamente em bom estado e transportando os visitantes e moradores do bairro persiste e, de fato, o governo do estado iniciou as obras de recuperação dos equipamentos necessários à circulação dos bondes no fim de 2013.


Fonte: Minasbus MG

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