quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

História: como foi criado o Museu Casa de Benjamin Constant? - 2ª parte

Foto antiga com a vista de  nosso caramanchão que encantou Benjamin Constant.

Indo de 1890 a 1891, a 2ª Fase de nosso museu casa começa com Benjamin Constant elegendo-a para aluguel. Veja a continuação do texto de Marcos Felipe de Brum Lopes, nosso historiador:

"Como diretor do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, Benjamin Constant residia na escola (localizada no então "Campo da Aclamação", atual Campo de Santana). Após a proclamação da República e sua participação no Governo Provisório como Ministro da Guerra e, depois, da Instrução Pública, mudou-se para Santa Teresa. Provavelmente, procurou o bairro pelos seus benefícios à saúde: ar puro, clima mais ameno e bastante verde. O professor sofria de complicações hepáticas por conta da malária que contraíra na Guerra do Paraguai.

Segundo o diário de sua filha Bernardina, a família residiu primeiramente em outra casa do bairro e, depois, na chácara da rua Monte Alegre. Esta foi alugada por Benjamin que, sem mesmo observar cuidadosamente a casa, afirmou: “fico com ela”. A localização da propriedade, com uma vista aberta à baía de Guanabara, cativou-o desde o princípio.
 

O Escritório de Benjamin Constant.
Ampla e arejada, a casa oferecia o que Benjamin procurava: espaço para a família, tranquilidade e um ambiente salutar. Organizou seu escritório de estudo e trabalho num dos cômodos logo na entrada da residência, com biblioteca e mesa-gabinete. A sala de visitas era ideal para as reuniões que faziam parte do seu cotidiano de ministro.

Entretanto, Benjamin viveria pouco no local. Seus problemas de saúde agravavam-se e, em janeiro de 1891, falecia Benjamin Constant em sua residência, onde foi velado.
"

Entre 1891 e 1958 - período em que consideramos ser a terceira fase de nosso museu casa, a família de Benjamin Constant a ocupa em usufruto. Leia abaixo como foi o início desta fase:

D. Maria Joaquina, viúva de Benjamin Constant, com sua filha Aracy e seus netos na varanda da casa.
"Com o falecimento de Benjamin Constant, a casa passa a ser usufruto da viúva e dos filhos do casal, que não tinham condições de mantê-la. Por isso o governo republicano adquiriu a chácara, pagando 100 contos de réis ao proprietário Antônio Moreira dos Santos Costa e a transformando em próprio nacional. A transação foi feita em cumprimento do artigo 8º das disposições transitórias da Constituição de 1891, a primeira da era republicana, mas necessitou ainda do decreto legislativo nº6 de 29 de agosto de 1891, que autorizou a compra.

Além do objetivo prático de garantir o bem estar da família enlutada, a compra da casa de Benjamin Constant também fez parte da entronização do Fundador da República no rol de heróis nacionais. Sua morte e elevação à figura de apelo público marcou toda a trajetória da casa a partir de então como por exemplo, na época de seu tombamento
."

Observamos que a 2ª Fase da casa foi um período que determinou seu destino: aqui Benjamin Constant, morou, viveu e morreu. Observa-se também os longos anos em que a casa esteve em posse da família, ainda distante de se tornar o que é atualmente.

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