terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Acervo: máquina de datilografia

A máquina de escrever que pertenceu a Amilcar Botelho de Magalhães, sobrinho de Benjamin
Constant: um exemplar antigo de um artefato pouco conhecido pelos jovens de hoje em dia.

Microcomputadores, notebooks, celulares, tablets: o verdadeiro "arsenal" de equipamentos de comunicação atual - também utilizados para registrar textos de qualquer tipo - não permite aos mais novos sequer imaginar que, em passado não muito distante, nos utilizávamos de máquinas de datilografia, mecânicas ou - um tremendo avanço! - elétricas... Muitos jovens sequer viram uma delas em suas vidas. E, em nosso museu, temos um exemplar cheio de história para contar.

A máquina de braille de nosso acervo: note as diferenças e as semelhanças com a máquina de datilografar.

Ela está no que seria o escritório de nosso patrono, Benjamin Constant. Não é da época dele, pois as primeiras máquinas datilográficas utilizadas no país foram importadas em 1912 pelo Jornal do Brasil. O Professor Benjamin Constant escrevia a bico de pena, assim como seus alunos. Já seu sobrinho, Amilcar Botelho de Magalhães, utilizou-se desta peça em seu trabalho junto à Comissão de Proteção aos Índios, na segunda gestão de ninguém menos que o Marechal Candido Rondon - que foi aluno e discípulo de Benjamin Constant. E desta forma recebemos a máquina de escrever (outra denominação da peça) exposta em nosso museu casa.

O escritório do Professor Benjamin Constant - que escrevia a bico de pena - e duas máquinas
de escrever: com alfabeto braille, em primeiro plano, e a comum, ao fundo.

Trata-se de uma máquina fabricada pela norte americana da Royal Typewriter CO. INC., de Nova York. Com corpo de metal pintado em preto, e uma tecnologia ainda bem antiga, estima-se que sua fabricação ocorreu por volta da década de 30 do século XX. É interessante notar algumas semelhanças com a Máquina de Braille, exposta no mesmo ambiente, que foi doada a nosso museu por Maria Renda da Silva, ex-aluna do Instituto Benjamin Constant. Teclas, alavancas e papel eram comuns a ambas. E a finalidade também, a mesma: registro de textos, sendo que uma delas registrava o texto na linguagem dos deficientes visuais, o Braille.

É enfim uma feliz coincidência que você pode ver em um dos cômodos de nosso museu casa: como a humanidade avançou na tecnologia de escrever/registrar em papel, em relativamente breve espaço de tempo: do bico de pena ao teclado.

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