quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O Outubro Rosa em nosso museu

A equipe feminina do museu, na varanda da "Casa de Bernardina": adesão total ao Outubro Rosa.

O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela fundação norte americana Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade.

E a equipe masculina também aderiu!

Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado com brevidade, o prognóstico é relativamente bom. No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.

Nosso mediador, Paulo Ribeiro, e Mirelli Lima: a primeira visitante de nosso museu
no dia 25/10, com as características do público alvo do Outubro Rosa.

Neste ano, fizemos questão de participar do movimento com uma ação mínima no sentido de conscientizar nossos colaboradores e visitantes para a importância de se realizar a mamografia anual e também de se proceder ao auto exame das mamas, mensalmente. Nos dias 25, 26 e 27/10, distribuímos folhetos - gentilmente cedidos pelo INCA-RJ - com informações sobre o assunto, além de laços cor de rosa - também utilizados pela equipe do Museu - e presenteamos a primeira visitante do museu no dia 25, Mirelli Lima, mestranda em História, com algumas de nossas publicações.

Alessandra Félix, seu marido, Sr. Fernando, e seu filho, Leonardo: a premiada de sábado, dia 26/10

Ficamos muito satisfeitos em fazer parte de um movimento que só vem crescendo e tornando a prevenção de tal doença mais popular, e vista com menor reservas por parte das mulheres a partir dos 35 anos. E no ano que vem tem mais!

Finalmente, Eugênia Rodrigues: a premiada do domingo, 27/10.

Assista ao vídeo da campanha:



Fontes:  Outubro Rosa
              INCA

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Presidente Angelo Oswaldo nos brinda com sua visita

Angelo Oswaldo e nossa diretora, Elaine Carrilho, em nosso parque, em frente ao caramanchão.

O atual presidente do IBRAM - Instituto Brasileiro de Museus, órgão do Ministério da Cultura, ao qual somos vinculados - Dr. Angelo Oswaldo de Araújo Santos, esteve em nosso museu na última terça feira, dia 22, pela manhã. Em visita breve, mas muito proveitosa, visitou nosso parque, canteiro ecológico e antigo gazebo, inclusive indicando que neste espaço poderia haver, no futuro, um belo café. Esteve também em nossa sede, a "Casa de Bernardina", lembrando-se de que já havia estado aqui há muitos anos, ainda na época em que presidiu o IPHAN.

Em seu bate papo descontraído com os funcionários, parabenizou a todos pela simplicidade acolhedora de nosso espaço, incentivando-nos a criar novos e maiores convênios e parcerias com diversas escolas, museus e centros de cultura ligados à história de Benjamin Constant, de modo a intensificar a troca de experiências e conhecimentos entre todos. Falou também sobre a acessibilidade nos museus, o que, em nosso caso, tendo em vista que nosso patrono foi professor de deficientes visuais, deveria ser um exemplo em acessibilidade na área, a seu ver.

Luis Antonio Santos, arquivista, mostra parte de nosso acervo fotográfico a nosso presidente.
Ao visitar nosso museu casa destacou os pontos altos de nossa exposição, verificando que a casa típica do século XIX, como se encontra, mostra uma outra história, das mais importantes, para além da história de seu ilustre morador. Nossa diretora, Elaine Carrilho, lembrou que, no futuro projeto museográfico, está previsto que duas salas deverão se destacar da exposição como se encontra no momento, sendo uma delas bastante tecnológica, aumentando as fontes de consulta sobre a figura de Benjamin Constant e a temática subjacente, como por exemplo a vida no século XIX, o militarismo no Brasil, a Guerra do Paraguai, O Positivismo, entre outros tópicos. E a outra, destinada a uma "experiência sensorial", que mexerá com todos os sentidos dos visitantes - informações que foram muito bem recebidas por nosso ilustre visitante.

Nossa diretora, Elaine Carrilho, e o presidente, Dr. Angelo, em uma animada troca de ideias sobre a
reprodução do quadro "A Pátria" - de Pedro Bruno, cujo original pertence ao Museu da República.

Em resumo, foi um encontro bastante agradável, e ficamos muito felizes com a visita, contando que Dr. Angelo retorne assim que possível.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Comemorando o aniversário de nosso Museu

O busto de nosso patrono, Benjamin Constant, devidamente "engalanado" para os festejos dos 31 anos de nosso museu.

Desta vez optamos por realizar uma "programação verde" no dia do aniversário de nosso museu: um evento especial que incluiu um bate papo - que, na verdade, foi quase um mini-curso! - do Sr. Alexandre Lopes - produtor rural em Teresópolis há mais de 30 anos, veterinário e pai de nosso historiador Marcos Lopes - sobre o cultivo de Canteiros Sustentáveis, Agroecologia e Agricultura Orgânica, além de uma aula prática de como fazer o adubo "Bokashi" e o fungicida "Calda Bordalesa".

O produtor rural da cidade de Teresópolis, Sr. Alexandre Lopes, nos deu o prazer de transmitir seus conhecimentos sobre agricultura ecológica de um modo geral, com direito à prática!

Com a presença maciça de funcionários e colaboradores, além de alguns moradores e amigos de nosso museu, a conversa fluiu tranquila e com bastante conteúdo sobre como tratar plantas dentro de casa, como reciclar resíduos utilizando-se de composteiras caseiras, o funcionamento destas e de outras, de maior porte, um pouco sobre nosso canteiro ecológico - momento em que nossos colegas Henrique Florêncio e João Oliveira assumiram a conversa - além de uma troca das melhores sobre toda uma vivência ecológica que, atualmente, está "na ordem do dia" de todos nós.


A delicadeza de nossa amiga Deborah Costa que nos presenteou a todos com um bouquet,
pelo nosso aniversário, recebido por nossa diretora, Elaine Carrilho.

Ao fim da prática, saboreou-se dois tipos de "suco verde" e alguns biscoitinhos. Foram tantas informações preciosas sobre o plantio de culturas de legumes, verduras e frutas que utilizamos em nosso dia a dia, seu tratamento, cultivo, manutenção e recuperação do solo, tratamentos naturais contra ataques biológicos, além de como os habitantes das grandes cidades podem ter seu "cantinho verde" em suas próprias residências que, aos poucos, iremos abordar estes assuntos por aqui, no blog.

João Oliveira demonstra a alguns de nossos convidados como se executa a montagem de uma composteira caseira.

Para finalizar, nossa diretora, Elaine Carrilho, fez o plantio de nossa primeira muda de Jacarandá Mimoso (Jacaranda mimosifolia),em nossa alameda principal, gentilmente doada por Naia Oliveira, amiga de nosso museu. Esperamos que o pequeno broto floresça com sua força e beleza característica e que festeje muitos outros aniversários de nosso museu.

O plantio da primeira muda de Jacarandá de nosso parque.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

31 anos do Museu Casa de Benjamin Constant

"Os museus são casas que guardam e apresentam sonhos, sentimentos, pensamentos e intuições que ganham corpo através de imagens, cores, sons e formas. Os museus são pontes, portas e janelas que ligam e desligam mundos, tempos, culturas e pessoas diferentes. Os museus são conceitos e práticas em metamorfose."

uma definição poética de "O que é um museu"? feita pelo Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM

Santa Teresa em 1893/1894, aproximadamente. Em primeiro plano, construções situadas na ladeira do Desterro; em segundo plano, o centro da cidade do Rio de Janeiro. Fonte: Museu Histórico Nacional 

Você sabia que, no século XVII, o bairro de Santa Teresa se chamava Morro de Nossa Senhora do Desterro? E que o objetivo pessoal de Benjamin Constant durante seus dois últimos anos de vida era o de reformar o ensino no Brasil? Informações como estas fazem parte de pesquisas efetuadas por nosso corpo técnico, que subsidiam apresentações, visitas, estudos e novas pesquisas, de modo que conheçamos cada vez melhor nosso passado visando um futuro melhor. Sim, esta frase é um "clichê", mas você concorda que, sem esta clareza do que fomos, enquanto povo, enquanto país, é bastante complicado entender o dia de hoje e seguir em frente?

Esta é apenas uma de nossas atividades ao longo de um ano de trabalho, e tem sido sempre assim, ao longo dos 31 anos do Museu Casa de Benjamin Constant. Desde sua concepção, ainda no ano e 1891, e sua concretização, em 1982, o trabalho é incessante. No período dos anos 50 a 80 do século XX, veio o tombamento de nosso museu casa pelo então "SPHAN", tendo o poeta Carlos Drummond de Andrade - que trabalhava no órgão à época - dado o parecer favorável a este ato. Próximo ao inicio das atividades, coube à museóloga Hercília Canosa Viana pesquisas, com muita dedicação, todos os detalhes do interior da morada em que Benjamin Constant viveu em seus últimos dias, para reproduzi-la fielmente.

Em foto histórica. Benjamin Constant (na janela) com alguns dos alunos do "Imperial Instituto dos Meninos Cegos". Imagem de nosso post "O Professor Benjamin Constant".


Após sua abertura oficial, muito foi feito, dando continuidade do trabalho de pesquisa e organização do acervo e do legado histórico de nosso patrono. Hoje temos uma exposição permanente, um arquivo documental, bibliográfico e fotográfico dos melhores, e ainda, com grande destaque, um acervo verde dos mais exclusivos - bem no centro da metrópole do Rio de Janeiro - o que muito nos honra e nos mostra que, estamos realmente ligando "...mundos, tempos, culturas e pessoas diferentes."

No ano passado, ao completar 30 anos, já havíamos ativado nosso blog, como forma de criarmos mais um elo com a comunidade em torno e o público de um modo geral. Aproveitamos o ensejo e realizamos uma verdadeira "comemoração virtual", ao longo de 2013, de data tão importante, criando posts que falaram sobre a criação da unidade museológica, aspectos do homem e da vida de Benjamin Constant, sua família, seus amigos, suas lutas e também um pouco sobre nossos acervos. Foram muito acessadas todos as notas com fundo azul - que marcava estes posts especiais, disponíveis para consulta aqui mesmo.

Nosso canteiro ecológico: já pensando na demanda por educação ambiental.

Ao pensarmos em nossos 31 anos de existência, a responsabilidade aumenta. É necessário, cada vez mais, encantar os visitantes. Para tanto, estamos nos preparando para uma obra na casa-museu, que deverá começar no próximo ano. Além de revermos o espaço físico interno, pensamos cada vez mais em nosso parque, no compromisso diário de ser um espaço verde ofertado aos vizinhos e visitantes que desejam estar perto da natureza, e também nos eventos que podemos oferecer: piqueniques, caminhadas, observação de pássaros, atividades ecológicas e educativas, um sem fim de opções para quem valoriza o meio ambiente, como deve ser. Ofertar de modo mais confortável a consulta a nossos acervos de documentos. Atingir um público maior, tanto através do mundo virtual, quanto da oferta de acessibilidade plena a todos os que nos visitam.

Pensar em novas formas de atingirmos e interagirmos com nossos visitantes, amigos e com nosso entorno, criando novas "imagens, cores, sons e formas", de modo a tornar tudo o que temos a transmitir, mais facilmente absorvido. Nos tornar, enfim, um lugar para se estar - e estar bem.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Birdwatching: observando aves

Um grupo de birdwatchers na Inglaterra, onde a observação de pássaros tem o nome de "Twitching"

Um país com uma das maiores biodiversidades do planeta, certamente tem que ter, entre seus divertimentos, atividades e/ou ocupações principais a Observação de Pássaros. Atividade esta que, no exterior, é denominada "Birdwatching" - em inglês norte americano - e que movimenta, por exemplo, nos EUA, onde já á tradicional, cerca de 20% da população - mais de 63 milhões de pessoas!

Temos mais de 1800 espécies de aves catalogadas, de acordo com o Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos - CBRO. Esse potencial vem chamando a atenção dos turistas brasileiros e estrangeiros para a prática da observação de aves em nosso território. Ainda é uma atividade muito restrita e pouco conhecida, é verdade, mas já tem muita gente portando binóculo, máquina fotográfica, bloquinho de anotações e caneta por aí, principalmente nas áreas verdes que são abundantes em nosso imenso Brasil.

Uma Ararajuba (Guaruba guarouba): ave brasileira - em extinção - que está pode se tornar
símbolo da observação de pássaros de nosso país.

Trata-se de profissionais ligados à natureza - ornitólogos, biólogos, ecologistas, fotógrafos, "mateiros", guias de turismo, entre outros - além de gente comum, curiosa e interessada que, de uma forma ou de outra, conheceram e se apaixonaram pela atividade. Seja próximo ou distante de casa - em outras cidades, estados e até em outros países - gente que fica horas na mata, escutando com cuidado cada um de seus movimentos e barulhinhos, que podem indicar que se está próximo de um espécime corriqueiro ou não. A "caça" a determinados pássaros já é notória e o "prêmio" por conseguir registrar uma espécie rara - através de foto, filme ou até mesmo de seu canto - é ter seu nome reconhecido entre os habituées da verdadeira "arte" de observar passarinhos.

Visitas, encontros e passeios em áreas verdes, dentro ou fora das cidades, a maior parte pouco exploradas em nosso país, vêm se intensificando. E essa gente que adora ver um bichinho piando, cantando, ou até mesmo, dançando (!) está se multiplicando. Dos 8 aos 80 anos, basta ter disposição para acordar cedo, vestir-se apropriadamente - roupas e sapatos confortáveis são fundamentais - e partir para um dia inteiro de plena convivência com a natureza. Além dos pássaros, é inevitável observar os caminhos, recantos, flores, árvores e arbustos das áreas onde se pratica o birdwatching e se encantar cada vez mais com a beleza natural de matas e espaços verdes.

Um bom binóculo e guias sobre aves da região: dois acessórios básicos para a observação de aves.


Por isso mesmo a observação de pássaros tem seu viés de preservação ambiental ressaltado por aqueles que percebem a importância de se envolver a população em geral - crianças em particular - nesta atividade: é desta forma, observando e se maravilhando com todo o ambiente onde se encontra aquele passarinho super raro, que se pode gerar um comprometimento, quase uma paixão, para com os espaços verdes. E, é claro, com a conservação da natureza, de um ponto de vista mais amplo.

Nota: faz parte de um projeto embrionário em nosso museu criar eventos de birdwatching em nosso parque, com a participação de especialista e ornitólogo. Temos tantas espécies interessantes a observar que, quem já tiver alguma experiência no assunto, pode explorar por si só, ou em grupo, nossa área verde, que está aberta de segunda a domingo, das 8h às 17h.

Em áreas alagadas como o Pantanal Matogrossense, a observação é feita a partir de pequenos barcos.

Para saber mais sobre o tema visite estes links:
  • Avistar Brasil - site de encontros, palestras e eventos diversos sobre observação de pássaros.
  • Reportagem da Rádio Jovem Pan sobre o assunto: Birdwatching

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Museus Casas no Brasil


Dentre as inúmeras casas que foram transformadas em museus, de norte a sul do país, nossa unidade museal faz parte de uma categoria singular: a dos Museus-Casas, ou seja, casas que, originalmente, foram a residência de alguém ilustre , ou que reúnem um conjunto de características muito particulares, ou ainda que possuem um determinado conteúdo que devem ser destacadas das demais residências da mesma época. Embora possamos classificar desta forma uma série de museus no Brasil, cada um deles têm um componente que o distingue dos demais. E, em alguns deles, até perdemos a noção de que, na verdade, se trata de uma casa que foi habitada no passado.

A beleza da Casa Daros, no Rio: museu de arte contemporânea que já foi internato.

Sob este aspecto, o livro "Museus-Casas Históricas No Brasil", elaborado pela Equipe da Curadoria do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Estado de São Paulo, com organização de Ana Cristina Carvalho, foi muito bem editado. Identificando cada museu catalogado como sendo uma "casa de personalidade", "de colecionador", "de beleza", "de evento histórico", "de sociedade local", "ancestral", "de poder", "clerical" ou "vernacular", trata-se de um excelente guia para aqueles que desejam conhecer museus-casas a partir de diferentes abordagens.

A Casa de Santos Dumont e sua "escada supersticiosa".

Segmentado por região do país (norte, nordeste, centro-oeste, sudeste e sul), mostra não apenas casas pequenas, mas nos recupera a memória de que grandes palácios eram, no fundo, uma casa de família ou uma moradia. Daí a inclusão no guia do Museu Imperial de Petrópolis - casa de veraneio da família imperial no Brasil - e também da recém inaugurada Casa Daros, no Rio de Janeiro, que já foi um internato de meninas.

Um raro exemplar de edificação,  a Casa do Bandeirante, em São Paulo, mostra as mudanças
ocorridas na cidade desde os primeiros séculos da colonização portuguesa.

Sem esquecer das pequenas casas, como nosso museu, e também a Casa de Santos Dumont, em Petrópolis, o Museu Casa de João Turim em Curitiba e o Museu Casa do Bandeirante em São Paulo, dentre outros, a publicação traz informações básicas mas importantes sobre cada uma destas instituições, que registram na memória de nossa sociedade a história que as permeia.

Trata-se de uma edição limitada de distribuição gratuita, que está sendo direcionada prioritariamente aos museus, bibliotecas especializadas em arte, além de profissionais e estudantes da área. Caso deseje solicitar um exemplar, envie um e-mail para acervo@sp.gov.br.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Conhecendo a "A3P" - Parte I


A3P. Quem começa a trabalhar no serviço público, nos dias de hoje, logo, logo toma contato com esta sigla que significa pouco, para quem não a conhece, e muito, para quem procura saber do que se trata. A Agenda Ambiental na Administração Pública - A3P - foi criada em 1999, pelo Ministério do Meio Ambiente, e se tornou um programa de governo em 2001. Já em 2002, recebeu da UNESCO o prêmio “O melhor dos exemplos” na categoria Meio Ambiente, tendo sido reconhecida devido à relevância do trabalho desempenhado e dos resultados positivos obtidos ao longo do seu desenvolvimento. Com todo este destaque, afinal de contas, o que esta "agenda" ou "programa de governo" tem como conteúdo?

Segundo o conceito divulgado pelo ministério responsável, a A3P "busca a construção de uma nova cultura institucional nos órgãos e entidades públicas e tem como objetivo estimular os gestores públicos a incorporar princípios e critérios de gestão socioambiental em suas atividades rotineiras, levando à economia de recursos naturais e a redução de gastos institucionais". Os órgãos da administração pública manifestam sua adesão a tal agenda, ou seja, não se trata de uma "obrigação", mas sim de um posicionamento voluntário da instituição. É necessário que haja uma vontade, uma iniciativa própria, um envolvimento e uma filosofia de se engajar no programa, portanto. E a ideia, é claro, é a de "induzir a adoção de princípios sustentáveis, corrigindo e diminuindo os impactos negativos gerados durante a jornada de trabalho" na área pública.

Cartazes como este motivam os servidores a refletirem sobre seu trabalho e o que consomem.

Entende-se que, para o sucesso da implementação das ações da A3P -definidas em Plano de Trabalho disponibilizado pelo Ministério do Meio Ambiente - é necessário que haja uma real mudança em hábitos e atitudes, ou seja, é imprescindível que os servidores estejam sensibilizados para a importância da A3P. Contando com um envolvimento significativo de cada indivíduo nos processos de economia de recursos, dentro de seu ambiente de trabalho, a cooperação e união de esforços acontecem naturalmente.

Na prática, a ideia é a de observar cada trabalho ou tarefa realizados e refletir onde ocorre desperdício de recursos ambientais, alterando-os de modo a adequar-se ao conceito de que é possível se trabalhar gastando menos insumos e sem causar prejuízos a rotina. Pequenas e simples medidas tais como consumir a quantidade de água e energia necessárias, sem desperdício, adotar a coleta seletiva, reduzir o uso de descartáveis, entre outras diversas atitudes, de forma contínua e equilibrada - ou seja, no dia a dia, de modo definitivo - são grandes contribuições para uma economia real de recursos não renováveis, ou seja, que podem se exaurir definitivamente no planeta, se não as economizarmos JÁ!.

Toneladas de papel são consumidas todos os dias nos órgãos públicos. Muitas árvores cortadas...

É sabido que o setor público consome inúmeros recursos naturais não renováveis em quantidades significativas. Alguns destes recursos que mais se consome nos órgãos públicos são papel e energia elétrica. Imagine o grau de economia financeira e ambiental se TODOS os órgãos da esfera pública se engajarem e levarem muito à sério o verdadeiro "mantra" da sustentabilidade: reduzir, reciclar e reutilizar? Com certeza teremos impactos igualmente significativos em nosso meio ambiente.

Continua...