terça-feira, 23 de julho de 2013

Nossa "Festa Julhina"

Grande parte da equipe posando para um registro.

Com um bocado de descontração e vontade de comemorar as festas em homenagem aos santos de junho, o "Arraiá do Dotô Benjamin" aconteceu em um trecho de nosso jardim, na semana passada. Portanto, na verdade fizemos uma "Festa Julhina" e não uma tradicional festa junina - apesar das semelhanças entre elas...

A mesa estava caprichada!

Em uma mesa repleta de guloseimas típicas como pé de moleque, canjica, doce de leite, bolo caseiro, e mais um bocado de pratos doces e salgados, colaboradores e convidados se alternaram para conferirem os sabores disponíveis. A música temática não faltou, nem as bandeirinhas.

E o casamento na roça foi hilariante...

E tivemos até mesmo um casamento na roça bem "moderninho", já que os colegas inverteram o papel de "marido e mulher": a noiva foi personalizada por um homem e o noivo por uma mulher. Até mesmo o padre inovou com uma estola verde, acentuando sua presença como "padre ecológico".

Foram mesmo momentos de descontração no dia a dia, e de encontro entre colegas de trabalho, em nosso ambiente verde, que é sempre inspirador.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Curiosidades: a iluminação do Rio de Janeiro no século XIX


A Iluminação à gás na Avenida Central - hoje Avenida Rio Branco - em 1903.

Uma das coisas que mais nos acostumamos no século XX e que não era "comum" ou facilmente obtida e gerada no século XIX era a iluminação. Seja nas ruas, seja nas casas, a luz noturna era algo raro e complicado de obter.


Uma de nossas belas arandelas, em cristal francês Baccarat que, no passado, utilizavam iluminação a gás.
 Como parte da reconstituição dos ambientes de nosso museu, temos lustres e arandelas doados para compor a ambientação da casa que, originalmente, possuía instalação à gás para iluminação. Os mesmos foram posteriormente adaptados para o uso da energia elétrica e até hoje iluminam os ambientes de exposição.

A antiga fábrica de gás, construída por Mauá no antigo mangue de São Diogo,
hoje em dia, Companhia Estadual de Gás na Avenida Presidente Vargas.

No texto abaixo, criado por nosso Núcleo Educativo Cultural, você obtém mais algumas informações sobre a iluminação do Rio antigo. Confira:

"A iluminação no Rio de Janeiro passa por três etapas: iluminação baseada em azeite de peixe, a gás e por fim a iluminação elétrica. A iluminação feita com azeite de peixe nas vias públicas passa a ser responsabilidade do governo em 1801, na administração do Vice-Rei Conde de Resende D. José Luís de Castro. Permanece até 1854, quando foram inseridas as primeiras luminárias a gás no Rio de Janeiro através de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá. Antes de Mauá, houve duas tentativas mal sucedidas de introduzir a iluminação a gás no Rio de Janeiro: em 1824, com os ingleses Charles Grace e Wiliian Glegg Grower, e em 1840 com John George Yung. Os primeiros lugares a ter iluminação á gás foram: Praça XV, Rua 1º de Março, Rua do Ouvidor, Rua do Rosário, Rua do Hospício, Rua da Alfândega, Rua General Câmara e Rua São Pedro. A iluminação a gás chega ao subúrbio carioca, somente em 1877. As primeiras experiências com luz elétrica foram feitas na estação férrea D. Pedro II (atual estação Central do Brasil) e nas oficinas do Jornal do Comércio, em 1879. Em 1884, o Paço Imperial também é iluminado com eletricidade. Por fim, a iluminação das vias públicas ganha eletricidade somente em 1906."

Referências:
Cátedra do Gás -USP
História da Iluminação Pública da cidade do Rio de Janeiro
Foi um Rio que passou

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O charme do século XIX: cartolas e chapeus

Em quadro de Alfred Morgan, "Gladstone travels on a London omnibus", todos usam chapéu.

Os chapéus ocuparam um papel importante no universo da moda durante o século XIX. O uso de cobrir a cabeça ainda estava regido pela relação dos códigos de poder — diferenciação de estratos sociais — e com a religião. Mas esta época trouxe transformações tão amplas e velozes em termos de tecnologia têxtil, que a moda ficava cada vez mais vibrante. Um dos grandes impulsos para a revitalização da moda dos chapéus ocorreu quando Mackintosh, em 1851 apresentou o tecido impermeável, o que estimulou a moda de capas, guarda-chuvas e chapéus. Pode não parecer, mas com a chegada dos primeiro grampos de cabelos em 1850, a verdade é que essa "ferramenta" a serviço da moda dos cabelos provocou imensa diferença: mas os chapéus se mantinham necessários ao requinte e à elegância. Foi uma época em que o casal, ao sair de casa, devia usar um chapéu adequado ao horário - era imprescindível para as mulheres, tanto quanto para os homens.

As mulheres, como usavam os cabelos sempre presos em diversos penteados, por cima colocavam um chapéu de variados modelos. Na chamada "Belle Époque" (fim do século XIX), eram minúsculos, aumentando depois de tamanho e sendo adornados com toda a espécie de enfeites. No caso dos homens, sempre usava-se chapéu, sendo os mais altos os preferidos. Também na "Belle Époque", o chapéu coco era o mais utilizado e, mais tarde, o uso dos chapéus moles aumentou, assim também como os feitos em palhinha, durante o verão.

Na imagem, cartola de Benjamin Constant: sim, nosso patrono era um homem muito elegante!

As cartolas eram utilizadas pelos homens normalmente à noite, completando a casaca,que era a roupa formal noturna. Trata-se de um chapéu de aba estreita, copa alta (chamada de "chaminé" pelos estilistas da época) e cilíndrica, frequentemente de cor preta e brilhante. Podia também ser utilizada de dia, em ocasiões solenes, acompanhando o fraque , que era a roupa formal diurna. Era chamado originalmente de "chapéu alto". Nas caricaturas da imprensa, a cartola, o fraque, o monóculo e o charuto compunham a figura dos novos ricos e dos magnatas.

E assim, já no século XX, até os anos 50, nenhum homem elegante saia de casa sem chapéu. No entanto, com o boom dos movimentos estudantis a partir dos anos 60, para se diferenciar dos seus pais, os jovens passaram a ignorá-lo.

O genial "Carlitos", que praticamente imortalizou o chapéu coco e uma dama de fins do século XIX,

com um chapeu de abas largas. Clique para ver maior.

Fonte: Blog Maison Chouette.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Nova exposição de percurso no Parque do Museu

Exemplo de um de nossos novos paineis de percurso: você sabia que, antes de ter bonde,

Santa Teresa teve um "Plano Inclinado"?

A partir desta semana quem vier passear em nosso parque vai ver uma novidade em nossa alameda principal: elaboramos novos paineis com informações diversas sobre nosso funcionamento, nossas trilhas para caminhada, nosso caramanchão, a "Casa de Bernardina" - que foi construída para a filha de nosso patrono, e que hoje funciona como nossa sede administrativa - além de informações sobre Benjamin Constant e a transformação da sua última residência em museu casa. Trata-se de uma verdadeira exposição de percurso sobre nosso museu, criada de modo que os visitantes que apenas curtem o parque possam conhecer melhor o espaço onde desfrutam suas horas de lazer - uma chácara ocupada por uma importante figura histórica - e para quem vem ao museu também aproveite para saber alguns detalhes sobre o parque.

Painel sobre a "Casa de Bernardina", nossa sede administrativa.
Na imagem do painel, Bernardina Constant de Magalhães e seu marido João Serejo.

A ideia é desenvolver ainda mais os paineis dotando-os de um "QR-CODE", que possa ser "lido" por qualquer celular. Deste modo, uma descrição em áudio será disponibilizada, introduzindo as informações aos visitantes com visão reduzida. Aguarde!