quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Um novo "ícone pop"

Peças do estilista Gilson Martins que, há muitos anos, já percebeu a força das cores e formas de nossa bandeira.

Destacada nas manifestações que tomaram conta do país em meados deste ano - muitas delas dominadas por jovens - nossa bandeira nacional, ao que parece, "virou moda". Usada como "escudo", "bandeira branca", "capa" e muitas vezes replicada nas mídias sociais, segundo reportagem da "Revista Domingo" do "Jornal O Globo", nosso símbolo nacional nunca foi tão usado pela população. De "combinação cafona", em razão de seu verde e amarelo muito vivos, foi alçada à categoria de "item fashion", para ficar com apenas uma das expressões que a descrevem no momento.

Capa para celular fabricada no exterior!

Os motivos pelos quais esse verdadeiro "ressurgimento" da bandeira aconteceu, estão sendo debatidos por sociólogos e intelectuais, mas uma coisa é certa: antes usada apenas em "momentos patrióticos", como nas épocas das Copas do Mundo, o pendão verde-amarelo agora estampa de bolsas a pequenos móveis, de chinelos a capas para telefones celulares. O tal "modismo" vem um tanto da percepção de estilistas, designers e outros criadores de que nossas cores vendem, mas também de que há um certo "orgulho de ser brasileiro" no ar.

Já de olho na movimentação de torcedores durante a Copa, maleta com as cores nacionais.

E não são apenas as cores: compare-se o desenho de nossa bandeira com a de inúmeras outras nações e veremos o quão singular ela é. A esmagadora maioria das bandeiras de pátrias de todos os cantos do planeta utiliza faixas, horizontais ou verticais, para representá-los. Algumas poucas possuem símbolos bastante significativos. Outras, apresentam armas e brasões. Mas mostrar o céu, com direito a posicionamento das estrelas num determinado instante, nenhuma das demais.

Brigadeiros muito especiais de Fabiana D´Angelo.

Talvez seja apenas um mísero momento nos séculos e séculos que tivemos e que teremos como nação: uma "tendência" como tantas outras, reforçada aqui e ali por momentos importantes na política ou nos esportes. Mas o certo é que deixamos de ter vergonha de nossa bandeira que passa à categoria de mais que um símbolo nacional: virou um verdadeiro "ícone pop".
Agora, até a geladeira pode ser patriótica!

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