terça-feira, 26 de novembro de 2013

"Amor," - a intervenção artística


Sob a curadoria de Isabel Portella - museóloga e responsável pela Galeria do Lago do Museu da República, foi inaugurada no último dia 17 de novembro em nosso museu a intervenção artística "Amor,", lembrando da palavra do lema positivista "o amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim”, de onde foi retirado o dístico de nossa bandeira, "Ordem e Progresso". A motivo da exclusão da palavra "amor" de um de nossos mais importantes símbolos enquanto nação é fato discutido por historiadores até hoje, conforme explicamos em nosso post anterior. Mas a ideia da mostra não é a de questionar politicamente o fato e sim, sob um ponto de vista cultural e artístico, refletirmos sobre o que o amor pode suscitar, desde sua simples presença numa frase histórica até... o nosso dia a dia.

Giselda Santos, Xico Chaves e Mario Chagas comemoram as "bandeiras do amor", hasteadas.

Com uma abordagem bastante ampla e com propostas contemporâneas, 21 artistas plásticos aceitaram o convite e o desafio de criar alguma intervenção num espaço onde praticamente nada pode ser alterado - um museu dentro de uma casa histórica tombada pelo patrimônio histórico - e trouxeram da performance ao objeto, da instalação ao vídeo, obras questionadoras, reflexivas, diferentes, instigantes para nosso espaço. Nas imagens você vê algumas delas, mas nada como visitar o espaço e sentir o impacto do contraste entre o novo, o inusitado e o inesperado com ambientes do século XIX.

Questionar e levitar: obras de Elisa Castro e Lilian Soares.


Na inauguração foi possível constatar a veia questionadora de muitos destes criadores e de algumas de nossas melhores "cabeças pensantes" sobre o polêmico assunto, que já foi apresentado por diversas vezes como projeto de lei em nosso Congresso Nacional. Numa das performances que ocorreram, Mario Chagas - museólogo e assessor do Museu da República, além de poeta e Professor da UNI-RIO - Xico Chaves - artista plástico - e Giselda Santos, esposa de Jards Macalé - músico e entusiasta da modificação do texto da bandeira para que inclua "amor" - ergueram simbolicamente uma bandeira onde constava a palavra "amor", além de um lenço com a palavra escrita em batom vermelho - numa alusão a uma ardorosa paixão - ao som de uma cantoria bastante "cívica", numa elegia ao amor à pátria e ao belo símbolo verde, amarelo, azul e branco. Seria uma ilusão? Algo de menor importância? Ou precisamos real e oficialmente AMAR nosso país de todas as formas? É assunto para se pensar...

AMOR em todos os detalhes: obra de Alberto Saraiva

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O amor deve estar na bandeira?
Sim
Não



Notas importantes:
1 - O cantor e compositor Jards Macalé não pôde estar presente à performance em nosso parque pois estava em outro estado cumprindo compromissos profissionais. O que não o impediu de cantar o hino à bandeira pelo celular!

2 - No próximo dia 15 de dezembro, domingo, às 14h, haverá mais duas performances na mostra/intervenção. Venha ver de perto!

Serviço:
"Amor," - Intervenção Artística no Museu Casa de Benjamin Constant
Rua Monte Alegre, 255
Santa Teresa - Rio de Janeiro - RJ
Tels.: (21) 3970-1168 - (21) 3970-1177
Até 22 de dezembro de 2013
De quarta a sexta das 10h às 17h
Sábados, domingos e feriados das 13h às 17h
Estacionamento no local

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