terça-feira, 1 de outubro de 2013

Conhecendo a "A3P" - Parte I


A3P. Quem começa a trabalhar no serviço público, nos dias de hoje, logo, logo toma contato com esta sigla que significa pouco, para quem não a conhece, e muito, para quem procura saber do que se trata. A Agenda Ambiental na Administração Pública - A3P - foi criada em 1999, pelo Ministério do Meio Ambiente, e se tornou um programa de governo em 2001. Já em 2002, recebeu da UNESCO o prêmio “O melhor dos exemplos” na categoria Meio Ambiente, tendo sido reconhecida devido à relevância do trabalho desempenhado e dos resultados positivos obtidos ao longo do seu desenvolvimento. Com todo este destaque, afinal de contas, o que esta "agenda" ou "programa de governo" tem como conteúdo?

Segundo o conceito divulgado pelo ministério responsável, a A3P "busca a construção de uma nova cultura institucional nos órgãos e entidades públicas e tem como objetivo estimular os gestores públicos a incorporar princípios e critérios de gestão socioambiental em suas atividades rotineiras, levando à economia de recursos naturais e a redução de gastos institucionais". Os órgãos da administração pública manifestam sua adesão a tal agenda, ou seja, não se trata de uma "obrigação", mas sim de um posicionamento voluntário da instituição. É necessário que haja uma vontade, uma iniciativa própria, um envolvimento e uma filosofia de se engajar no programa, portanto. E a ideia, é claro, é a de "induzir a adoção de princípios sustentáveis, corrigindo e diminuindo os impactos negativos gerados durante a jornada de trabalho" na área pública.

Cartazes como este motivam os servidores a refletirem sobre seu trabalho e o que consomem.

Entende-se que, para o sucesso da implementação das ações da A3P -definidas em Plano de Trabalho disponibilizado pelo Ministério do Meio Ambiente - é necessário que haja uma real mudança em hábitos e atitudes, ou seja, é imprescindível que os servidores estejam sensibilizados para a importância da A3P. Contando com um envolvimento significativo de cada indivíduo nos processos de economia de recursos, dentro de seu ambiente de trabalho, a cooperação e união de esforços acontecem naturalmente.

Na prática, a ideia é a de observar cada trabalho ou tarefa realizados e refletir onde ocorre desperdício de recursos ambientais, alterando-os de modo a adequar-se ao conceito de que é possível se trabalhar gastando menos insumos e sem causar prejuízos a rotina. Pequenas e simples medidas tais como consumir a quantidade de água e energia necessárias, sem desperdício, adotar a coleta seletiva, reduzir o uso de descartáveis, entre outras diversas atitudes, de forma contínua e equilibrada - ou seja, no dia a dia, de modo definitivo - são grandes contribuições para uma economia real de recursos não renováveis, ou seja, que podem se exaurir definitivamente no planeta, se não as economizarmos JÁ!.

Toneladas de papel são consumidas todos os dias nos órgãos públicos. Muitas árvores cortadas...

É sabido que o setor público consome inúmeros recursos naturais não renováveis em quantidades significativas. Alguns destes recursos que mais se consome nos órgãos públicos são papel e energia elétrica. Imagine o grau de economia financeira e ambiental se TODOS os órgãos da esfera pública se engajarem e levarem muito à sério o verdadeiro "mantra" da sustentabilidade: reduzir, reciclar e reutilizar? Com certeza teremos impactos igualmente significativos em nosso meio ambiente.

Continua...

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