sexta-feira, 18 de outubro de 2013

31 anos do Museu Casa de Benjamin Constant

"Os museus são casas que guardam e apresentam sonhos, sentimentos, pensamentos e intuições que ganham corpo através de imagens, cores, sons e formas. Os museus são pontes, portas e janelas que ligam e desligam mundos, tempos, culturas e pessoas diferentes. Os museus são conceitos e práticas em metamorfose."

uma definição poética de "O que é um museu"? feita pelo Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM

Santa Teresa em 1893/1894, aproximadamente. Em primeiro plano, construções situadas na ladeira do Desterro; em segundo plano, o centro da cidade do Rio de Janeiro. Fonte: Museu Histórico Nacional 

Você sabia que, no século XVII, o bairro de Santa Teresa se chamava Morro de Nossa Senhora do Desterro? E que o objetivo pessoal de Benjamin Constant durante seus dois últimos anos de vida era o de reformar o ensino no Brasil? Informações como estas fazem parte de pesquisas efetuadas por nosso corpo técnico, que subsidiam apresentações, visitas, estudos e novas pesquisas, de modo que conheçamos cada vez melhor nosso passado visando um futuro melhor. Sim, esta frase é um "clichê", mas você concorda que, sem esta clareza do que fomos, enquanto povo, enquanto país, é bastante complicado entender o dia de hoje e seguir em frente?

Esta é apenas uma de nossas atividades ao longo de um ano de trabalho, e tem sido sempre assim, ao longo dos 31 anos do Museu Casa de Benjamin Constant. Desde sua concepção, ainda no ano e 1891, e sua concretização, em 1982, o trabalho é incessante. No período dos anos 50 a 80 do século XX, veio o tombamento de nosso museu casa pelo então "SPHAN", tendo o poeta Carlos Drummond de Andrade - que trabalhava no órgão à época - dado o parecer favorável a este ato. Próximo ao inicio das atividades, coube à museóloga Hercília Canosa Viana pesquisas, com muita dedicação, todos os detalhes do interior da morada em que Benjamin Constant viveu em seus últimos dias, para reproduzi-la fielmente.

Em foto histórica. Benjamin Constant (na janela) com alguns dos alunos do "Imperial Instituto dos Meninos Cegos". Imagem de nosso post "O Professor Benjamin Constant".


Após sua abertura oficial, muito foi feito, dando continuidade do trabalho de pesquisa e organização do acervo e do legado histórico de nosso patrono. Hoje temos uma exposição permanente, um arquivo documental, bibliográfico e fotográfico dos melhores, e ainda, com grande destaque, um acervo verde dos mais exclusivos - bem no centro da metrópole do Rio de Janeiro - o que muito nos honra e nos mostra que, estamos realmente ligando "...mundos, tempos, culturas e pessoas diferentes."

No ano passado, ao completar 30 anos, já havíamos ativado nosso blog, como forma de criarmos mais um elo com a comunidade em torno e o público de um modo geral. Aproveitamos o ensejo e realizamos uma verdadeira "comemoração virtual", ao longo de 2013, de data tão importante, criando posts que falaram sobre a criação da unidade museológica, aspectos do homem e da vida de Benjamin Constant, sua família, seus amigos, suas lutas e também um pouco sobre nossos acervos. Foram muito acessadas todos as notas com fundo azul - que marcava estes posts especiais, disponíveis para consulta aqui mesmo.

Nosso canteiro ecológico: já pensando na demanda por educação ambiental.

Ao pensarmos em nossos 31 anos de existência, a responsabilidade aumenta. É necessário, cada vez mais, encantar os visitantes. Para tanto, estamos nos preparando para uma obra na casa-museu, que deverá começar no próximo ano. Além de revermos o espaço físico interno, pensamos cada vez mais em nosso parque, no compromisso diário de ser um espaço verde ofertado aos vizinhos e visitantes que desejam estar perto da natureza, e também nos eventos que podemos oferecer: piqueniques, caminhadas, observação de pássaros, atividades ecológicas e educativas, um sem fim de opções para quem valoriza o meio ambiente, como deve ser. Ofertar de modo mais confortável a consulta a nossos acervos de documentos. Atingir um público maior, tanto através do mundo virtual, quanto da oferta de acessibilidade plena a todos os que nos visitam.

Pensar em novas formas de atingirmos e interagirmos com nossos visitantes, amigos e com nosso entorno, criando novas "imagens, cores, sons e formas", de modo a tornar tudo o que temos a transmitir, mais facilmente absorvido. Nos tornar, enfim, um lugar para se estar - e estar bem.

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