sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A fotografia no século XIX -técnicas presentes em nosso acervo fotográfico - parte IV

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Um daguerreótipo em exposição em nosso Museu: Maria Joaquina, esposa de Benjamin Constant, e sua filha, Aldina.

Daguerreótipo - processo positivo criado pelo francês Louis-Jacques-Mandé Daguerre (1787-1851). No daguerreótipo, a imagem era formada sobre uma fina camada de prata polida, aplicada sobre uma placa de cobre e sensibilizada em vapor de iodo, sendo apresentado em luxuosos estojos decorados - inicialmente em madeira revestida de couro e, posteriormente, em baquelite - com passe-partout de metal dourado em torno da imagem e a outra face interna dotada de elegante forro de veludo. Divulgado em 1839, esse processo teve, na Europa, utilização praticamente restrita à década de 1840 e meados da década de 1850. Aqui no Brasil continuou sendo empregado até o início da década de 1870, enquanto nos Estados Unidos - onde a daguerreotipia conheceu popularidade maior até do que em seu país de origem - continuou sendo muito popular até a década de 1890.

Foto em Ferrótipo.
Ferrótipo - Imagem produzida pelo processo de colódio úmido sobre uma fina plaqueta de ferro esmaltada com laca preta ou marrom. Inventado pelo norte-americano Hamilton Smith, como uma derivação do processo de colódio úmido, em 1856. Smith baseou-se nas pesquisas do francês Adolphe Alexandre Martin (1824-1896), que desde 1852 já desenvolvera um sistema de produção de cópias "amphipositives", termo que foi anglicisado por Talbot para "amphitypes", razão pela qual, no início, o ferrótipo também era conhecido por essa denominação na Europa. O ferrótipo tornou-se muito popular entre os fotógrafos ambulantes até fins do século dezenove - sobretudo nos Estados Unidos - em virtude da rapidez de sua produção, de seu baixo custo e pelo fato de não se quebrar como ocorria com as chapas de vidro dos ambrótipos. Sendo que neste país este processo era indistintamente denominado de "ferrotype" ou de "tintype".

Foto no processo da Platinotipia.

Platinotipia - processo de produção de positivos sobre papel, criado pelo inglês William Willis (1841-1923) em 1873, empregando como material fotossensível sais de ferro e platina precipitada, produzindo dessa forma uma imagem indissolúvel da fibra do papel e dotada de fina e rica gradação tonal. É, sem dúvida alguma, o processo mais estável empregado durante o século XIX. Produzido industrialmente entre 1873 e 1937, esse papel foi gradativamente abandonado pelos fotógrafos a partir da década de 1920, em virtude do brutal aumento do preço da platina, voltando a ser adotado pelos fotógrafos contemporâneos - que são obrigados a produzí-lo artesanalmente - a partir da década de 1960. O fotógrafo norte-americano Edward Weston (1886-1958) foi um dos entusiastas da platinotipia e seu compatriota Irving Penn foi um dos responsáveis pela reutilização, com fins de expressão pessoal, dos papéis de platina, sendo o mais importante adepto da platinotipia no Brasil da atualidade o fotógrafo paulista Marcelo Leiner.

As imagens da família Benjamin Constant foram registradas em cada uma destas diferentes técnicas e são documentos históricos em dois sentidos: no diretamente ligado à história de nosso patrono e no de mostrar os diferentes processos de registro de imagens no século XIX. É possível conhecer este acervo agendando previamente uma visita. E, oportunamente, disponibilizaremos via internet, através de nosso futuro site, este banco de dados importantíssimo para história. Basta aguardar!


Clique aqui para ler um documento com todas as técnicas explicadas em detalhe.

PS: para agendar sua consulta ao nosso acervo fotográfico, entre em contato com 
Marcos Lopes pelos telefones 3970-1168 ou 3970-1177. 
Atualmente somente o disponibilizamos para estudantes e pesquisadores. 

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E assim terminamos nossa "comemoração virtual" do Aniversário de 30 anos do Museu Casa de Benjamin Constant, que começou em outubro de 2012. Neste período publicamos 21 posts contendo desde a história resumida de nosso Museu, bem como aspectos da vida de Benjamin Constant, seus amigos, seu trabalho, a participação no processo de Proclamação da República Brasileira e também seu trabalho como professor, inclusive de deficientes visuais - fato pelo qual ele é mais conhecido.
Esperamos que você tenha aproveitado esta verdadeira "viagem" pelo mundo de Benjamin e de seu Museu Casa. E, em breve, faremos 31 anos de casa aberta...
Obrigada!
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2 comentários:

  1. muito obrigado me ajudou com um trabalho e ta muito legal

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    1. Que bom Matheus! Ficamos felizes. ;-)
      Um abraço e nos visite sempre!

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