quarta-feira, 10 de julho de 2013

O charme do século XIX: cartolas e chapeus

Em quadro de Alfred Morgan, "Gladstone travels on a London omnibus", todos usam chapéu.

Os chapéus ocuparam um papel importante no universo da moda durante o século XIX. O uso de cobrir a cabeça ainda estava regido pela relação dos códigos de poder — diferenciação de estratos sociais — e com a religião. Mas esta época trouxe transformações tão amplas e velozes em termos de tecnologia têxtil, que a moda ficava cada vez mais vibrante. Um dos grandes impulsos para a revitalização da moda dos chapéus ocorreu quando Mackintosh, em 1851 apresentou o tecido impermeável, o que estimulou a moda de capas, guarda-chuvas e chapéus. Pode não parecer, mas com a chegada dos primeiro grampos de cabelos em 1850, a verdade é que essa "ferramenta" a serviço da moda dos cabelos provocou imensa diferença: mas os chapéus se mantinham necessários ao requinte e à elegância. Foi uma época em que o casal, ao sair de casa, devia usar um chapéu adequado ao horário - era imprescindível para as mulheres, tanto quanto para os homens.

As mulheres, como usavam os cabelos sempre presos em diversos penteados, por cima colocavam um chapéu de variados modelos. Na chamada "Belle Époque" (fim do século XIX), eram minúsculos, aumentando depois de tamanho e sendo adornados com toda a espécie de enfeites. No caso dos homens, sempre usava-se chapéu, sendo os mais altos os preferidos. Também na "Belle Époque", o chapéu coco era o mais utilizado e, mais tarde, o uso dos chapéus moles aumentou, assim também como os feitos em palhinha, durante o verão.

Na imagem, cartola de Benjamin Constant: sim, nosso patrono era um homem muito elegante!

As cartolas eram utilizadas pelos homens normalmente à noite, completando a casaca,que era a roupa formal noturna. Trata-se de um chapéu de aba estreita, copa alta (chamada de "chaminé" pelos estilistas da época) e cilíndrica, frequentemente de cor preta e brilhante. Podia também ser utilizada de dia, em ocasiões solenes, acompanhando o fraque , que era a roupa formal diurna. Era chamado originalmente de "chapéu alto". Nas caricaturas da imprensa, a cartola, o fraque, o monóculo e o charuto compunham a figura dos novos ricos e dos magnatas.

E assim, já no século XX, até os anos 50, nenhum homem elegante saia de casa sem chapéu. No entanto, com o boom dos movimentos estudantis a partir dos anos 60, para se diferenciar dos seus pais, os jovens passaram a ignorá-lo.

O genial "Carlitos", que praticamente imortalizou o chapéu coco e uma dama de fins do século XIX,

com um chapeu de abas largas. Clique para ver maior.

Fonte: Blog Maison Chouette.

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