quinta-feira, 18 de julho de 2013

Curiosidades: a iluminação do Rio de Janeiro no século XIX


A Iluminação à gás na Avenida Central - hoje Avenida Rio Branco - em 1903.

Uma das coisas que mais nos acostumamos no século XX e que não era "comum" ou facilmente obtida e gerada no século XIX era a iluminação. Seja nas ruas, seja nas casas, a luz noturna era algo raro e complicado de obter.


Uma de nossas belas arandelas, em cristal francês Baccarat que, no passado, utilizavam iluminação a gás.
 Como parte da reconstituição dos ambientes de nosso museu, temos lustres e arandelas doados para compor a ambientação da casa que, originalmente, possuía instalação à gás para iluminação. Os mesmos foram posteriormente adaptados para o uso da energia elétrica e até hoje iluminam os ambientes de exposição.

A antiga fábrica de gás, construída por Mauá no antigo mangue de São Diogo,
hoje em dia, Companhia Estadual de Gás na Avenida Presidente Vargas.

No texto abaixo, criado por nosso Núcleo Educativo Cultural, você obtém mais algumas informações sobre a iluminação do Rio antigo. Confira:

"A iluminação no Rio de Janeiro passa por três etapas: iluminação baseada em azeite de peixe, a gás e por fim a iluminação elétrica. A iluminação feita com azeite de peixe nas vias públicas passa a ser responsabilidade do governo em 1801, na administração do Vice-Rei Conde de Resende D. José Luís de Castro. Permanece até 1854, quando foram inseridas as primeiras luminárias a gás no Rio de Janeiro através de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá. Antes de Mauá, houve duas tentativas mal sucedidas de introduzir a iluminação a gás no Rio de Janeiro: em 1824, com os ingleses Charles Grace e Wiliian Glegg Grower, e em 1840 com John George Yung. Os primeiros lugares a ter iluminação á gás foram: Praça XV, Rua 1º de Março, Rua do Ouvidor, Rua do Rosário, Rua do Hospício, Rua da Alfândega, Rua General Câmara e Rua São Pedro. A iluminação a gás chega ao subúrbio carioca, somente em 1877. As primeiras experiências com luz elétrica foram feitas na estação férrea D. Pedro II (atual estação Central do Brasil) e nas oficinas do Jornal do Comércio, em 1879. Em 1884, o Paço Imperial também é iluminado com eletricidade. Por fim, a iluminação das vias públicas ganha eletricidade somente em 1906."

Referências:
Cátedra do Gás -USP
História da Iluminação Pública da cidade do Rio de Janeiro
Foi um Rio que passou

2 comentários:

  1. obg isso me ajudou muito todos os outros sites simplismentes escreveram a mesma coisa

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