terça-feira, 19 de março de 2013

Palmeiras imperiais em nosso jardim

Um de nossos exemplares de Palmeira Imperial: ainda em sua infância.

A Roystonea oleracea é uma árvore cuja história se confunde com a do próprio Brasil, e que se inicia ainda no período colonial. Palmeira originária da região do Caribe, foi presenteada pelo comerciante português e capitão de fragata Luis de Abreu ao Príncipe Dom João VI em 1809. O próprio D. João encarregou-se de plantá-la no Horto, hoje o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e este exemplar ficou conhecido como "Palma Mater". E, também desde esta época, a espécie passou a ser conhecida como Palmeira Real ou Palmeira Imperial.

Conta-se que os administradores do Horto mandavam os escravos pegarem as sementes das palmeiras e as queimarem, para que apenas aquele espaço tivesse a Palmeira Imperial no Brasil. No entanto, os escravos escondiam as sementes e as vendiam para ricos comerciantes e, deste exemplar oferecido ao D. João VI, descendem todas as Palmeiras Imperiais espalhadas em diversos palácios, parques, fazendas, casas e em outros jardins da época do Brasil Colônia.

O conjunto de dezoito Palmeiras Imperiais originalmente plantadas nos jardins da casa de Benjamin Constant.

Tudo leva a crer que tenha sido desta forma que chegaram aos jardins do que seria a futura casa de Benjamin Constant - erguida por Antonio Moreira Souza Costa, um comerciante português - nada menos que dezoito Palmeiras Imperiais, como pode ser visto em foto tirada em 1900, posicionadas de frente à casa museu e à Casa de Bernardina (veja o tracejado). Infelizmente só restou um exemplar desta época, nosso principal espécime, que deve possuir cerca de 20 metros de altura.

Atualmente há em nosso parque, além da Palmeira principal, mais cinco exemplares de baixa estatura e desenvolvimento vertical. Além da sombra - que não ajuda a nenhuma planta - as pequenas palmeiras não passam de 6 metros de altura, quando uma bem desenvolvida pode alcançar de 18 a 40 metros. Mas ver tanto a espécie principal, plantada ainda no século XIX, e as menores, é mais um bom motivo para você visitar e prestar atenção às árvores de nosso parque.


Nosso espécime principal, que pode ser visto facilmente a partir de nosso mirante, metros acima do Museu Casa.
Nota Importante: Neste período de fortes chuvas de verão no Rio, que geralmente ocorrem nos fins de tarde, tem havido pequenas interdições em nosso parque nos dias que sucedem a estas tempestades. Além da limpeza que fica mais pesada nestes dias, pode ter havido a queda de alguma árvore, e precisamos interditar trechos de nossas trilhas para garantir a segurança de quem nos visita.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por comentar. Sua visita é muito importante para nós!