quarta-feira, 14 de novembro de 2012

15 de Novembro, Proclamação da República no Brasil



Nosso patrono, Benjamin Constant, um dos principais personagens da Proclamação da República em nosso país devido à sua atuação tanto como militar quanto como professor - e divulgador do ideário republicano - nos leva a considerar esta data uma das mais importantes de nosso calendário. Hoje vamos conhecer um pouquinho sobre o Hino da Proclamação da República, um dos mais significativos símbolos da mudança de regime.

Inicialmente pensado como o novo Hino Nacional, já em janeiro de 1890 o governo provisório do Marechal Deodoro da Fonseca lançou um concurso visando a oficialização de um novo hino para o Brasil. A disputa foi vencida por José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e Albuquerque, que criou a letra, e por Leopoldo Miguez, que criou a música.

Medeiros e Albuquerque foi um grande entusiasta do ideal republicano e inclusive assumiu alguns cargos públicos e administrativos do novo governo. O maestro Leopoldo Miguez dedicou-se aos estudos musicais na Europa desde terna idade, tendo voltado ao Rio de Janeiro em 1878, já como um grande defensor do regime republicano. Após 1889 foi nomeado diretor e professor do Instituto Nacional de Música.

Mesmo ganhando a disputa, este hino acabou não sendo utilizado como o novo hino do país por decisão do Marechal Deodoro, que decidiu que a criação fosse empregada como sendo o Hino de Proclamação da República. A composição acabou por ser conservada como um dos mais significativos símbolos que representam a proclamação do regime republicano brasileiro.

Veja que bela letra:

Seja um pálio de luz desdobrado
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!


Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!


Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!


Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

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