terça-feira, 16 de outubro de 2012

O Museu Casa


Com a missão de preservar o ambiente familiar e o contexto sócio cultural no qual viveu o "fundador da República", o Museu Casa de Benjamin Constant foi concebido como um "museu casa", reconstituindo ambientes, hábitos e costumes da época, que corresponde à transição entre o final do século XIX e o início do século XX.

Uma vista da sala de visitas.

A casa na verdade trata-se de uma antiga chácara, comum à época na vertente norte do bairro de Santa Teresa, localizado sobre uma colina na área central do Rio de Janeiro. A casa escolhida por Benjamin Constant para morar com sua família situava-se em área urbanizada, com vista da bela paisagem da Baía de Guanabara e pela parte baixa da cidade. Decidido pelo aluguel do imóvel localizado entre a Ladeira do Castro e a Rua Monte Alegre, Benjamin nem mesmo visitou seus aposentos e fechou o negócio. Construído por volta de 1860 em meio a uma grande área verde, com caramanchão e coreto, o imóvel serviu de moradia para o patrono entre 1889, quando ocupava a pasta do Ministério da Guerra, até seu falecimento em 1891.

Pátio interno visto da parte alta do parque.

A casa é composta por 14 cômodos, com entrada através de uma simpática varanda que dá acesso ao hall de entrada. Deste espaço acessamos o escritório de Benjamin Constant e a sala de visitas. Adentra-se ao corredor de circulação interna com acessos aos quartos do rapaz e da moça, caracterizando como eram os quartos utilizados pelos filhos do patrono. Ao final, o quarto do casal e o pequeno quarto de costura, tão importante na confecção da primeira bandeira da república brasileira. Em seguida os cômodos internos: uma ampla sala de jantar, uma copa, banheiro, cozinha e despensa, além da saída para o pátio interno onde, no tempo de Benjamim, havia uma piscina, não com a função recreativa como imaginamos hoje em dia, mas um verdadeiro "tanque", com direito a venezianas em seu entorno, de modo que o banho, aproveitado pela família, com todos vestidos, era mais higiênico que hedonista.

 Aspecto das portas balcão dos ambientes.

Na Constituição de 1891, por proposta do deputado Demétrio Ribeiro, consta o artigo oitavo das Disposições Transitórias, onde se determina a compra do bem pela União para posterior transformação em museu, após o período de usufruto da família. A propriedade permaneceu com os descendentes até 1961, quando então é devolvido ao poder público. Durante os anos 70 houve a recuperação da casa e do parque e, em 18 de outubro de 1982, o museu é finalmente inaugurado.

Uma das vistas do parque.

Em resumo, trata-se de um espaço de memória que possibilita uma verdadeira viagem no tempo e causa uma grande identificação de quem o visita com o ambiente acolhedor, tanto da casa quando de seu jardim-parque. Venha visitá-lo!

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