terça-feira, 9 de outubro de 2012

Benjamin Constant: vida pública - parte II

Farda do Tenente Coronel Benjamin Constant - Foto: Paulo Rodrigues.
... continução do post anterior

Vem então a Guerra do Paraguai e Benjamin é convocado a 25 de agosto de 1866, na patente de tenente coronel, para integrar a Comissão de Engenheiros, encarregada de abrir trincheiras nas linhas avançadas de Tuiuti, em solo paraguaio. Retorna licenciado no ano seguinte ao Rio, vítima de malária. Sua participação pouco expressiva no embate contrasta com as experiências pessoais vividas neste período, que o marcaram para toda a vida, o que pode ser verificado através das correspondências mantidas com parentes e amigos.

Em 1869 retorna ao Instituto dos Cegos substituindo seu sogro, Cláudio Luís da Costa, na direção da instituição onde ficaria até sua aposentadoria, em 1889. Seu trabalho à frente da instituição foi tão importante que o seu nome foi alterado para "Instituto Benjamin Constant" - e muitos somente o ligam à atividade de educação dos cegos. Benjamin também foi professor e diretor da Escola Normal da Corte e catedrático da Escola Superior de Guerra

Pintura "Proclamação da República, de nosso acervo.


O papel de Benjamin Constant na mudança do Império para a República tem muito a ver com sua posição de professor. Benjamin era ouvido por muitos e propagava suas ideias positivistas, abolicionistas e sobre o militarismo, sendo as duas últimas motivo de polêmica entre os militares e os membros do governo imperial. Durante a década de 1880 ele foi um dos principais propagadores do movimento republicano que se evidenciou como um movimento militar de derrubada do Império. O papel de Benjamin foi tão importante que, já na época, ele foi classificado como "o fundador da república". 

O quadro "A Pátria" de Pedro Bruno relembra os momentos de confecção da bandeira nacional, realizada pela mulher e filhas de Benjamin Constant.

Após o levante, durante o governo provisório do Marechal Deodoro, Benjamin assumiu o Ministério da Guerra e na sua curta permanência no cargo foi o responsável pela criação da bandeira do novo país. Em seguida ocupou o recém criado Ministério da Instrução Pública, Correios e Telégrafos, onde coordenou uma reforma do ensino aprovada após a sua morte em 1891.

A vida pública de Benjamin Constant não deixa dúvidas sobre sua paixão pelo mundo acadêmico, pelo gosto pelas ciências exatas e também pelo interesse por seu compatriotas, evidenciado mais de uma vez, por exemplo, quando saiu em defesa do Exército, instituição que o recebeu e acolheu durante toda a vida.

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