sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Benjamin Constant: vida pública - parte I

Nascido em Niteroi, então capital da província do Rio de Janeiro, a 10 de fevereiro de 1837, filho de Leopoldo Henrique Botelho de Magalhães e de Bernardina Joaquina da Silva Botelho, Benjamin Constant Botelho de Magalhães teve uma vida produtiva apesar de um tanto conturbada. Seu pai, português, veio para o Brasil em 1822, tendo seguido a carreira militar até 1836, quando abriu uma pequena escola particular de primeiras letras, onde lecionava latim e gramática portuguesa. Benjamim praticamente seguiu-lhe os passos, sendo também militar e professor na vida adulta.

O jovem Benjamin Constant, aos 29 anos.

Com o falecimento de seu pai, Benjamin Constant se transfere com a família para o Rio de Janeiro, então capital do império e, em 1852, para ajudar no sustento de seus quatro irmãos menores e de sua mãe, presta exames para a Escola Militar do Rio de Janeiro, onde os alunos recebiam uma ajuda de custo durante seus estudos. O pequeno cadete contava então com apenas 15 anos e, para poder entrar na escola, teve que mudar seu ano de nascimento para apresentar a idade mínima exigida em tal estabelecimento.

Na Escola Militar, onde estudou por sete anos, interessou-se pelo pensamento positivista do francês Auguste Comte, que considerava a matemática a base de todas as ciências, a que teria papel fundamental na passagem do estado metafísico ao positivo. Benjamin, que desde sempre demonstrou sua preferência pelas ciências exatas, aprofundou então seus estudos no positivismo, o que nortearia toda a sua vida.

Promovido em 1857 a alferes do Estado Maior de 1ª Classe - patente conferida apenas a alunos aprovados com distinção nos cursos da Escola Militar - no ano seguinte graduou-se engenheiro militar na Escola de Aplicação do Exército. Nesta época, tentou por diversas vezes ser admitido como professor através de concursos públicos que prestava e era aprovado - não raro em primeiro lugar - mas que não se concretizavam devido à prática do apadrinhamento, comum à época.

Em 1860, além de promovido a tenente do Estado Maior de 1ª Classe, diplomou-se bacharel em ciências físicas e matemáticas, e só dois anos depois ingressa no magistério, nomeado professor de matemáticas elementares no Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Em 1863 finalmente consegue ingressar por concurso como professor de matemáticas no Instituto Comercial.

Continua...

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